Cidades

18 de janeiro de 2019 08:37

Em Alagoas, 59 cidades em alerta contra Aedes aegypti

Desse total, 11 estão em risco de surto das doenças causadas pelo mosquito segundo levantamento do Ministério da Saúde

↑ Em Alagoas, maior parte dos criadouros do mosquito foi encontrada em depósitos de água (Foto: Agência Alagoas)

Segundo levantamento do Ministério da Saúde (MS), 504 cidades brasileiras estão em risco considerável de sofrer com surtos de doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti.  Em Alagoas, 59 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa)  divulgado em dezembro de 2018.

Desse total, 48 estão em alerta e 11 em risco de surto das doenças. Outras 43 estão em situação satisfatória. A capital do estado, Maceió, está em situação satisfatória. Em Alagoas, a maior parte dos criadouros foi encontrada em depósito de água (777), seguida de depósitos domiciliares (192) e lixo (23).

No Estado as cidades com risco são: Arapiraca, Craíbas, Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Jaramataia, Major Isidoro, Maribondo, Murici, Paulo Jacinto, Senador Rui Palmeira e Taquarana. Já as cidades que estão em alerta são: Água Branca, Anadia, Batalha, Belém, Boca da Mata, Campo Alegre, Canapi, Carneiros, Coité do Nóia, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Feira Grande, Flexeiras, Igaci, Igreja Nova, Joaquim Gomes, Junqueiro, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, Inhapi, Maravilha, Mata Grande, Novo Lino, Olho d’Água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Pilar, Poço das Trincheiras, Porto Calvo, Porto de Pedras, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, Santana do Ipanema, Santana do Mundaú, São José da Laje, São José da Tapera, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Milagres, São Sebastião, Satuba, Teotônio Vilela, Traipu, União dos Palmares e Viçosa.

Os municípios que apresentam níveis satisfatórios são: Atalaia, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Belo Monte, Branquinha, Cacimbinhas, Cajueiro, Campestre, Campo Grande, Capela, Chã Preta, Colônia Leopoldina, Coqueiro Seco, Coruripe, Feliz Deserto, Ibateguara, Jacaré dos Homens, Jacuípe, Japaratinga, Jequiá da Praia, Jundiá, Mar Vermelho, Maragogi, Marechal Deodoro, Matriz de Camaragibe, Messias, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho d’Água das Flores, Olho d’Água Grande, Paripueira, Passo de Camaragibe, Penedo, Piaçabuçu, Pindoba, Piranhas, Porto Real do Colégio, Quebrangulo, Roteiro, São Brás, São Miguel dos Campos e Tanque d’Arca. A capital do estado, Maceió, está em situação satisfatória.

BRASIL

Em todo o país, foram 5.538 municípios examinados, ou seja, 96,2% de todas as cidades brasileiras. O método adotado pelo governo investiga a infestação do mosquito em diferentes regiões, o que permite até analisar quais os principais criadouros deles.

Do total, 504 cidades estão em elevado índice de risco. Além delas, outras 1.881 estão em sinal de alerta. Nesses casos, a situação não é tão grave, porém preocupa.

CRIADOUROS

No Nordeste, segundo o MS, o que mais promove os índices de infestação são tonéis, barris, tinas etc. É o que os especialistas chamam de armazenamento de água no nível do solo.

Na região Sudeste, depósitos de água parada achado dentro dos domicílios, como vasos ou frascos com água, pratos e garrafas retornáveis estão entre o maior número de criadouros. Já as regiões Centro-Oeste, Norte e Sul têm como ponto fraco no combate ao Aedes aegypti, o lixo. Recipientes plásticos, garrafas PET, latas, entulhos e afins jogados fora acabam virando destino das larvas do mosquito.

Alagoas reduziu registros de doenças em 2018

 

Todos os municípios alagoanos enviaram informações sobre o levantamento de infestação pelo Aedes.  Dengue, febre chikungunya e doença aguda pelo vírus Zika são de notificação compulsória, e estão presentes na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública, De acordo com o último boletim de 2018 em comparação com igual período do ano de 2017 houve uma diminuição.

Acúmulo de lixo também está relacionado à proliferação do mosquito em Alagoas (Foto: Sandro Lima)

Em Alagoas, foram notificados 2.877 (2017) casos de Dengue. Em 2018 foram 2.127 – em 2017, 14 casos foram da doença com sinais de alarme e três casos graves e quatro óbitos. Já no ano seguinte foram 37 com sinais de alarme, sete casos grave e duas mortes.

O estado registrou em 2017, 467 casos de Chikungunya. A doença não causou morte confirma, no entanto tem uma em investigação. Em 2018 foram 194 casos com duas mortes confirmadas. Já a Zika em 2017 registrou 215 e em 2018 foram 167. Não houve morte confirmada pela doença no estado.

PAÍS

O MS informa que até 10 de dezembro de 2018, foram notificados 247.393 casos de dengue em todo o país, um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2017 (232.372).

Já a Chikungunya, foram registrados 85.221 casos prováveis da doença, redução de 53,9% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram registrados 184.694 casos.

Com relação a Zika, foram notificados 8.024 casos em todo o país, redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025).

SESAU

Segundo a Secretaria de Esatdo da Saúde (Sesau) ainda não há relatório com dados de casos das doenças até o momento. Será divulgado o boletim correspondente ao mês apenas em fevereiro.

Ministério trabalha com gestores municipais em ações de prevenções

 

O Ministério da Saúde reforça que as ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, realizadas pelo MS em conjunto com estados e municípios, são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. No período epidêmico, entre outubro e março, o enfrentamento ao mosquito é intensificado, já que o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação das larvas.

O órgão ressalta que os gestores em parceria com a população devem atuar nos bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito. “Vale ressalta que cada cidadão deve por em prática o descarte correto desses materiais que venham a ser criadouros do inseto. Os órgãos não podem fazer sua parte sem essa ajuda”.

RECURSOS

O MS informa ainda que oferta apoio técnico e insumos como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês e ainda testes para diagnóstico. A partir de dezembro, foram distribuídas mil caminhonetes para reforçar os serviços de vigilância.  Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,9 bilhão em 2018.

“A execução das ações de prevenção, como visitas dos agentes de endemia para eliminação dos criadouros, é de responsabilidade dos gestores locais. No entanto, todas as ações são gerenciadas e monitoradas pela Sala Nacional de Coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que atua em conjunto com outros órgãos governamentais’’, reforça.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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