Cidades

16 de dezembro de 2018 20:14

Arquivo Público de Alagoas chega aos 57 anos com programação a partir desta terça

Um dos eventos é o já tradicional Chá de Memória; programação segue até o dia 21 com várias atrações ao público

↑ Tradicional Chá de Memória abre comemorações dos 57 anos do Arquivo Público (Foto: Assessoria)

Com o tema “Um arquivo vivo e aberto ao público”, o Arquivo Público de Alagoas (APA) – órgão pertencente ao Gabinete Civil – inicia as comemorações de seus 57 anos de existência a partir desta terça-feira (18), às 16h, com o já tradicional Chá de Memória.

A programação de aniversário se estenderá até o dia 21 deste mês, na sede do APA, à Rua Sá e Albuquerque, no bairro de Jaraguá, em Maceió.

A semana comemorativa aos 57 anos de fundação do Arquivo Público é uma forma de apresentar à sociedade as ações implementadas que vêm dando certo, a exemplo do Projeto Chá de Memória, que chega à sua 28ª edição, sempre atraindo um número significativo de intelectuais, estudantes e profissionais de várias áreas.

“Neste Chá de Memória Especial ocorrerá o lançamento do catálogo de um dos acervos fotográficos mais valiosos com as imagens do fotógrafo Luiz Lavenére, cujos negativos em vidro são únicos e pertencem ao Arquivo Público, agora, disponíveis para os alagoanos. Outra atração será o lançamento das monografias premiadas no I Concurso de Monografias do Gabinete Civil e Arquivo Público, como fomento à pesquisa na instituição, e a reinauguração da galeria dos governadores desde a província”, anuncia a superintendentente do Arquivo, Wilma Nóbrega.

Ainda na programação da Semana Comemorativa dos 57 anos, no dia 19, quarta-feira, será ofertada oficina de preservação, conservação  e pequenos reparos de acervos bibliográficos e arquivísticos, com vagas limitadas.

Já nos dias 20 e 21, ocorrem as visitas guiadas e palestra com o professor-doutor Edvânio Duarte, do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que, junto à superintendente Wilma Nóbrega, abordará o tema “Arquivos e Bibliotecas, equipamentos culturais indispensáveis para a formação do cidadão consciente”.

Vinculação ao Gabinete Civil trouxe reconhecimento

Para a superintendente Wilma Nóbrega, comemorar 57 anos de fundação do Arquivo Público de Alagoas é uma grata satisfação, principalmente depois que o Gabinete Civil o abrigou desde junho de 2008, quando passou a vivenciar uma nova etapa de reconhecimento pela relevância de seu acervo histórico e de melhores condições de infraestrutura e trabalho.

“A partir de sua vinculação ao Gabinete Civil, o Arquivo Público de Alagoas passou a vivenciar uma nova realidade, não só como órgão central do Sistema Estadual de Arquivos, com a finalidade de implementar a política de gestão documental e por meio do recolhimento, do tratamento técnico, da preservação e da divulgação do patrimônio documental do governo, mas, também, como fiel depositário de um acervo que retrata a história do Estado e pela otimização das ações e processos proporcionados pelo Gabinete Civil”, ressalta a superintendente.

“Estamos comemorando não só a data de sua fundação, mas, especialmente, as conquistas dos últimos quatro anos com a integração de entidades públicas e privadas, a ampliação do número de pesquisadores, a implantação de arquivos públicos nos municípios alagoanos, fomento à pesquisa de jovens estudantes e a implementação de uma política permanente de conservação, preservação e restauro de seu acervo”, completa Wilma.

Secretários exaltam importância do acervo 

O secretário executivo de Integração Política e Social do Gabiniete Civil, Adrualdo Catão, também ressalta a importância do APA para a proximidade da população, como mais um instrumento de resgate da memória do próprio alagoano.

“Os 57 anos desse importante equipamento e espaço de pesquisa, cuja missão é preservar, resguardar e conservar a memória administrativa de Alagoas, representam motivo de muita alegria para todo o povo alagoano. Além de ser um equipamento de preservação da memória, o Arquivo Público aproxima o cidadão da sua história”, destaca o secretário.

Já o secretário de Estado da Comunicação, Enio Lins, ressalta o pioneirismo e a continuidade incessante de melhorar por parte dos gestores do APA. “É uma história de contribuição à inteligência alagoana. É bom destacar que é uma das instituições públicas locais mais jovens. É um equipamento criado para guardar a memória governamental”.

E acrescenta: “Devemos relembrar, nesta comemoração, o historiador Moacir de Medeiros Santana, que criou o Arquivo Público e recuperou documentos que estavam relegados a segundo plano, ao vislumbrar a memória do serviço público de Alagoas. Ele organizou e enfrentou sozinho a situação de não ter um endereço próprio”, relembra Lins.

“Mas devemos ressaltar também que, durante os últimos três anos e meio, o Arquivo Público avançou no sentido tecnológico e abertura da pesquisa no comando do Gabinete Civil, e que teve um avanço imenso na gestão do ex-secretário Fábio Farias e a dedicação incessante da superintendente Wilma Nóbrega”, completou.

O evento tem como parceiros a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), além de contar com o apoio das secretarias de Estado da Cultura (Secult) e da Comunicação (Secom).

Fonte: Agência Alagoas

Comentários

MAIS NO TH