Cidades

12 de setembro de 2018 09:11

Nova placa deve ser adotada em novembro

Diretor-presidente do Detran afirma buscar implantação do modelo padrão Mercosul junto com demais estados

↑ Placa modelo Mercosul deve custar o mesmo valor da atual e será implantada conjuntamente com outros estados (Foto: Ministério das Cidades)

O novo modelo de placas de veículos, chamado padrão Mercosul, deve começar a ser utilizado em Alagoas até novembro. Essa foi a informação passada pelo diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran-AL), Antônio Carlos Gouveia.

Segundo Gouveia, o estado já dispõe da tecnologia necessária à implantação do modelo Mercosul, que deve custar o mesmo valor do modelo atual, mas é necessária a uniformização com os demais estados. Isto é, na avaliação do diretor-presidente Alagoas não deve fazer a implantação de forma isolada.

“A gente tem que pensar sempre no condutor e no usuário para facilitar a vida deles. Já estamos com tudo pronto, mas se implantarmos isso o cidadão que vender o carro em outro estado vai ter que mudar a placa Mercosul  para o modelo antigo porque os outros estados não mudaram. Então a gente está criando um mecanismo com os outros Detrans para todo mundo soltar isso na mesma época, em novembro”, diz.

Ainda de acordo com Antônio Carlos Gouveia, diversos órgãos estão envolvidos no sistema.

“Não é uma ação exclusiva do Detran, envolve Sefaz, Dnit, DER, Arsal, SMTT, Polícia Federal… Como o IPVA é vinculado à placa do carro, se a Secretaria da Fazenda não ler o sistema não adianta de nada. Tem que ter um processo exitoso. Não adianta colocar em prática e ficar no meio do caminho. Estamos respondendo uma série de questionamentos e o que mais estamos lutando aqui em Alagoas é a questão do preço. O condutor não pode pagar mais caro. Seria uma tragédia. Queremos criar toda essa segurança não apenas para o condutor mas para o Estado. E não depende só do Detran, envolve outros órgãos”, aponta.

A resolução do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) determina que até 1º de dezembro deste ano, todos os estados devem iniciar a implantação das novas placas em veículos novos ou que passarem  por transferência de propriedade, por exemplo. O prazo para que todos os veículos do país tenham o modelo é até 2023.

O estado do Rio de Janeiro foi o primeiro do país a implantar o modelo. Ontem (11), foi o primeiro dia oficial da implantação, os  veículos novos já devem sair das concessionárias com o padrão de placas Mercosul. No novo modelo, a placa será em azul e branco, com quatro letras e três números, além de informações como país, estado e data de fabricação do veículo.

“Num primeiro momento, a placa Mercosul era voltada apenas para veículos novos. Os veículos usados vão ter um prazo. A resolução do Denatran informa que a implantação pode ocorrer até 1º de dezembro de 2018. Alagoas está com tudo pronto, só não lançamos por uma questão de margem de segurança. Não se pode fazer uma ação dessa sem os testes e ajustes com todos os órgãos que se vinculam”, afirma Gouveia.

Porte obrigatório digital entra em fase de testes

Outra mudança prevista pelo Detran em Alagoas, ainda este ano, é o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) digital. O documento eletrônico já entrou na fase de testes e deve ser liberado ao proprietário de veículo dentro de algumas semanas.

“Já fizemos a emissão de dez documentos digitais como teste em Alagoas. A ideia da gente é na próxima semana, ou nos próximos quinze dias deixar como disponível para os condutores. Com uma margem de segurança, a divulgação deve ser iniciada mais precisamente em outubro. A gente quer lançar para a população de uma forma que simplifique, algumas janelas de dificuldade de checagem precisam ser resolvidas para que não fique burocrático demais”, acrescenta.

Segundo Antônio Carlos, a preocupação é que o CRLV digital não obtenha o mesmo resultado da CNH digital, que apresenta baixa adesão. Entre 580 mil condutores habilitados, apenas 6.700 baixaram a versão eletrônica.

“Para a minha perplexidade apenas 6.700 carteiras são digitais. A população não está buscando isso. E a gente não quer fazer com o CRLV da mesma forma, dos 872 mil veículos que hoje circulam no estado, a gente quer que todos circulem com o documento digital. Se ele for pego numa blitz sem o documento do carro ele vai acabar pagando uma multa, mas o que acontece é que muitos condutores tiram do carro com medo de ter o veículo levado e acabam esquecendo de colocar de volta e o documento digital só traz segurança para ele. Independente se vai ter internet ou não, porque funciona off-line”, explica Gouveia.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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