Cidades

18 de Abril de 2018 20:45

Geotécnicos chegam a Maceió para trabalhar em rachaduras e estudar tremor

Tremor de terra em Maceió aconteceu na tarde de 3 de março deste ano, um sábado

↑ Antes mesmo dos tremores, bairro do Pinheiro registrou rachaduras (Foto: Sandro Lima / Arquivo)

Os estudos sobre os fenômenos geológicos que assolaram Maceió nos últimos meses não param. Segundo a Defesa Civil do município, nesta quinta-feira (19), chegam à capital alagoana quatro geotécnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para ajudar nos trabalhos com as rachaduras no bairro do Pinheiro e também tentar esclarecer o tremor de terra ocorrido na tarde do dia 3 de março.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos, o órgão ainda não chegou a uma causa concreta sobre o tremor de terra que aconteceu em Maceió no dia 3 de março. “Quanto às rachaduras no Pinheiro e o tremor que aconteceu em março, nossos técnicos acreditam que uma coisa está entrelaçada com a outra, então vamos reunir os especialistas daqui [de Maceió] com esses que estão chegando para, assim, dar um norte ao nosso trabalho sobre isso”, afirmou.

Segundo Dinário Lemos, o foco principal do trabalho dos geotécnicos são as rachaduras em ruas e avenidas no Pinheiro, porém, no relatório enviado para a UFRN, também foi relatado o tremor de terra que assustou os moradores de diversos bairros em Maceió.

“Quando o Serviço Geológico do Brasil esteve aqui em Maceió, pediu um estudo geofísico, que exige técnico especializado e equipamentos. Então, recorremos às universidades. Primeiro foi a Universidade de Brasília (UnB), mas ficou muito longe para trazer os equipamentos, que são pesados. Então recorremos ao Rio Grande do Norte”, disse Lemos.

O coordenador da Defesa Civil também afirma que, ainda nesta quinta-feira, terá uma conversa com os geotécnicos para saber que diretrizes serão tomadas. “Precisamos saber qual é a estrutura que eles querem, qual será a estratégia, para assim acionarmos a SMTT [Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito] e pessoas para ajudar com os equipamentos”, afirmou.

Dinário disse que a Defesa Civil estaria se programando para, na sexta-feira (20), realizar uma reunião com funcionários da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea/AL), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), entre outros órgãos, onde será realizada uma mesa redonda para que os especialistas do solo em Alagoas entendam o que os geotécnicos da UFRN têm a dizer sobre os fenômenos geológicos em Maceió.

“Inclusive, eles pediram para monitorar as rachaduras nas ruas e residências no Pinheiro. Querem saber se as fissuras estão evoluindo. Após o tremor, várias residências na região do Pinheiro foram evacuadas e os moradores ainda não voltaram, pois esperam uma solução para o problema”, disse Lemos.

Rachaduras e Tremor

Rachaduras apareceram em ruas no bairro do Pinheiro, na parta alta de Maceió, no dia 15 de fevereiro deste ano. A Alameda Acre chegou a ser totalmente interditada pela Defesa Civil e parte da Rua Professor Mário Marroquim, nas proximidades da Igreja Matriz do Menino Jesus de Praga, também sofreu interdição.

O tremor de terra em Maceió aconteceu na tarde de 3 de março deste ano, um sábado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o tremor foi sentido nos bairros do Pinheiro, Serraria, Farol, Bebedouro, Jatiúca e Cruz das Almas.

Residências no bairro do Pinheiro (onde o tremor foi sentido com mais força), que já apresentavam rachaduras, tiveram que ser evacuadas, pois as fissuram pioraram após o abalo.

Fonte: Texto: Rívison Batista

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