Cidades

27 de abril de 2017 19:51

Pesquisadores iniciam estudos sobre branqueamento dos corais na Piscina do Amor

Técnicos percebem que o problema tem avançado, mas ainda observam presença de novas espécies abrigadas no local

Técnicos da equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente (Gerco IMA) iniciaram, na manhã dessa quarta-feira (26), as coletas, com a participação de um pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), para posterior análise e estudo sobre o branqueamento dos corais que está sendo observado na Piscina do Amor, localizada na enseada da Pajuçara, em Maceió.

Segundo professor Leonardo Broetto, do Laboratório de Diversidade Molecular da Ufal, é possível verificar que as espécies estão sendo afetadas, com “diferentes graus de severidade”.

“Coletei algumas amostras principalmente de uma espécie que é considerada mais resistente, amostras de corais saudáveis, de corais com branqueamento severo para posterior extração de DNA e extração de proteínas totais pra que a gente possa ter uma ideia geral do que está acontecendo no nível de associação com microorganismos e ideia do que está acontecendo com o invertebrado em geral”, explicou Broetto.

Ele disse ainda que “parece um processo que está em progressão”. Entretanto, o biólogo Fillype Lima, da equipe do Gerco do IMA, tem realizado o registro e acompanhamento da área, desde antes haver a formalização da zona de exclusão, e afirma que podem ser encontradas diversas espécies abrigadas na região.

“Está havendo avanço no branqueamento, mas mesmo assim vimos a presença de espécies, presença de peixes, que não eram encontrados antes, mas esperamos que os estudos possam contribuir com a identificação das causas do problema”, comentou o biólogo.

Ricardo César, coordenador do Gerco, explica também que o branqueamento não é um problema que está afetando apenas a área da Piscina do Amor, mas também “os recifes adjacentes”.

Na manhã dessa quarta-feira (26), Ricardo César disse que os técnicos ainda se surpreenderam com um grupo de golfinhos que “passeava pela área”. Ele disse ainda que os próximos passos agora serão a coleta de amostras de água e análises de parâmetros físico químicos.

Fonte: Assessoria

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