Cidades

27 de outubro de 2016 13:23

Disque-Denúncia 181 faz cinco anos com 60 mil ligações, segundo a SSP

Central telefônica funciona sem interrupção e não detém dados pessoais do denunciante

A central telefônica 181 da Secretaria de Segurança Pública (SSP) completa meia década com mais de 60 mil denúncias, um vasto número de casos resolvidos e muitos outros em investigação. Desde 27 de outubro de 2011, o serviço exclusivo para denúncias de crimes passou a integrar servidores dos órgãos que compõem a pasta no recebimento de informações sigilosas.

O Disque-Denúncia 181 é um elo entre a população e os órgãos de segurança no qual a comunicação é confidencial e cada informação tem alto grau de importância. O propósito do canal é a mobilização popular na colaboração com as forças de segurança na luta diária contra a violência.

As denúncias são registradas em sistema informatizado que funciona 24 horas por dia e são repassadas aos órgãos competentes para investigação e consequente solução.

“A população, através do 181, tem sido uma parceira de primeira grandeza. A ferramenta proporciona ao cidadão a participação direta no combate ao crime. Recebemos denúncias desde homicídios, a edificações irregulares e maus tratos contra crianças e idosos”, destacou Roberto Feliciano, chefe do Núcleo do Disque-Denúncia.

Além de fazer ligações, as pessoas podem fazer a revelação por e-mail, site ou aplicativo para smartphone. Os dois últimos são desenvolvidos e administrados pela equipe de Informatização e Segurança da SSPAL.

Desde que passou a ser integrado, o Disque-Denúncia 181 tem mantido o ranking da natureza das informações com o tráfico de drogas no topo das queixas. Só este ano, foram 6.212 delações contadas até o último dia 25. Em seguida, vêm homicídios, roubos, foragidos e porte ilegal de armas de fogo, numerando os cinco tipos de crimes mais denunciados.

Alguns casos solucionados

Ainda em 2011, os servidores registraram informações sobre um traficante que estava promovendo arrastões no bairro Jacintinho. A polícia conseguiu prender o acusado de apelido “Lá”, à época com 18 anos, em uma lan house, no conjunto Aldeia do Índio. Ele confessou ter articulado três arrastões, além de ter cometido um assassinato.

No ano seguinte, o motorista de ônibus Josecler dos Santos Galvão foi assassinado enquanto tentava defender os passageiros da ação de bandidos. A polícia seguiu as pistas fornecidas sob sigilo, encontrou e prendeu os acusados.

Em 2013, a jovem Franciellem Rocha, 18 anos, foi espancada, amarrada e carbonizada. O crime teve grande repercussão em Alagoas e a principal acusada, Vanessa Ingrid da Luz Souza junto a outros acusados de envolvimento no crime tiveram o esconderijo revelado através no número 181.

Uma das quadrilhas de assaltantes de bancos foi capturada com ajuda de informações pelo Disque-Denúncia. Com atuação no Agreste alagoano, cinco acusados de explodir caixas eletrônicos foram presos em 2014.

Em julho do ano passado, o paradeiro de José Joelson Costa Santos foi revelado através do 181. Ele havia matado o padrasto há sete anos e tinha mandado de prisão aberto contra ele. Galo Cego, como era apelidado, foi preso na zona rural de Neópolis, em Sergipe.

Este ano, denunciantes informaram o endereço e características físicas de Radjalma Tenório Cavalcante, outro foragido da Justiça. Ele tinha mandado de prisão em aberto desde 1988, renovado em 2015 por ter forjado a própria morte para receber 500 mil de um seguro. Um corpo carbonizado, com pertences dele, foi encontrado dentro de um veículo. A polícia seguiu as pistas dadas através do Disque-Denúncia e Radjalma foi encontrado e preso.

Para o secretário de Segurança Pública, Lima Júnior, por meio das ferramentas de informação, a sociedade ajuda o Estado na luta diária pela paz.

“O Disque-Denúncia tem vantagens como aproximar a sociedade da Segurança Pública e colher informações e dados privilegiados que têm ajudado as forças policiais a dar um tempo de resposta menor do que o normal. Nós entendemos que a sociedade tem uma grande participação na redução dos índices de violência”, reconhece.

Dados em 2016

De janeiro a outubro deste ano, as denúncias resultaram em 40 notificações pelo Corpo de Bombeiros Militar, 399 pessoas foram presas e/ou apreendidas, 115 armas de fogo foram apreendidas, 11 foragidos recapturados, 57 veículos recuperados, 15.210 mil reais apreendidos. As polícias também apreenderam 388 quilos de maconha, 3 quilos e 700 gramas de cocaína e 146 quilos de crack.

Fonte: Agência Alagoas

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