Brasil
Prefeito chama Gusttavo Lima de ladrão após show cancelado
Em entrevista após polêmica com show cancelado, Gusttavo Lima acusou prefeito de cárcere privado e desabafou
O cantor Gusttavo Lima se revoltou com a polêmica do show cancelado no São João de Surubim, em Pernambuco, e acusou o prefeito Cleber Chaparral de cárcere privado contra a banda e a equipe dele, que teriam sido impedidas de deixar a cidade após o anúncio de cancelamento da apresentação.
Gusttavo Lima afirmou ter sofrido com uma intoxicação alimentar após show em Caruaru e não apareceu para cantar em Surubim, a justificativa chegou após o prefeito o chamar de "ladrão" e pedir a devolução do cachê. Ele retornou a quantia, em torno de R$ 1,3 milhão, mas a prefeitura diz que existiram outros gastos eventuais, que serão cobrados na Justiça.
Em entrevista ao Metrópoles no último domingo (28), o cantor quebrou o silêncio sobre o assunto e acusou o político. “Nunca cancelei um show na minha vida por motivo assim. Foram 10 shows seguidos, apresentações de duas horas, só eu no palco. Da quarta para quinta-feira comecei a passar mal. Quando cheguei a Fortaleza já estava cansado, com os olhos marejados e sem apetite. Acho que foi uma virose”, desabafou.
Além de refutar o termo “ladrão”, Gusttavo Lima denunciou uma situação grave ocorrida após a decisão de não subir ao palco. Segundo o artista, sua equipe foi impedida de sair da cidade, configurando, na visão de seu staff, uma restrição ilegal. “O cachê já foi devolvido. Ainda fizeram cárcere privado com a nossa banda e equipe. Estão saindo de lá agora. Isso é crime”, disparou o artista.
Prefeitura de Surubim se pronuncia contra Gusttavo Lima
Em nota oficial, a prefeitura de Surubim afirmou que a empresa do sertanejo devolveu "apenas o valor líquido recebido pelo contrato" e teriam outros valores envolvendo "retenções tributárias" e "responsabilidades pela não realização do show". Segundo o prefeito, o cachê foi de R$ 1,3 milhão para a contratação do artista.
A prefeitura ainda afirmou lamentar o ocorrido e afirmou que os mais prejudicados na história foram "as pessoas que compareceram para assistir à apresentação do cantor". O órgão ainda afirma que a "devolução parcial não encerra o caso" e que tomará medidas administrativas e jurídicas para resolver a situação.
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