Saúde

16 de Maio de 2018 09:09

Crescem notificações de zika vírus em Alagoas

Segundo o Ministério da Saúde, número de casos prováveis da doença aumentou quase 200% no estado

↑ Mosquito Aedes Aegypti é o principal transmissor da degue, chikugunya e zika (Foto: Reprodução)

De acordo com os dados do último boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (15) pelo Ministério da Saúde (MS), que compreende o período do dia 31 de dezembro de 2017 e 14 de abril deste ano, aumentou o número de casos prováveis do zika vírus. Um aumento de quase 200% comparado ao mesmo período do ano anterior.

Em 2017 foram notificados 67 casos prováveis da doença. Uma incidência de dois a cada 100 mil habitantes. Em 2018, já são 195 casos, incidência de 5,8 a cada 100 mil habitantes no período da semana epidemiológica.

Ainda segundo os dados do MS, as cidades sertanejas de Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia aparecem como as campeãs em incidência de casos prováveis de zika, com 182,5 e 129,3 registros por 100 mil habitantes, respectivamente.

CHIKUNGUNYA

Em contrapartida os números de pessoas com chikungunya teve uma redução de 82,5% segundo o boletim. Em números gerais eram 240 no período anterior e agora passou para apenas 42 notificações da doença. A boa notícia é que nenhum dos dois anos houve casos confirmados de morte.

DENGUE

Já em relação aos registros de dengue, os números do MS apontam uma diminuição de 32% no mesmo período. Em 2017, Alagoas registrou 690 casos prováveis, enquanto que em 2018 este número caiu para 469.

E em relação ao número de casos de dengue do tipo mais grave, o estado registra um aumento com “sinais de alerta”. No período anterior eram três casos. Agora já são contabilizados cinco. Apesar do aumento não há registro de morte.

SESAU

A reportagem do jornal Tribuna Independente entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o órgão ficou de solicitar os números e fazer a tabulação para dá um posicionamento sobre os registros divulgados pelo Ministério da Saúde.

Dengue, febre de chikungunya e doença aguda pelo vírus zika são doenças de notificação compulsória, e estão presentes na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública, unificada pela Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017, do Ministério da Saúde. As doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti.

O boletim apresenta os dados de 2018, até a Semana Epidemiológica (SE) 15 que compreende o período de (31/12/2017 a 14/04/2018), em comparação a igual período do ano de 2017. Os dados de zika apresentados se referem à SE 14, pois não houve atualização.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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