Mundo

30 de Janeiro de 2018 17:40

Sanções podem deixar cerca de 60 mil crianças norte-coreanas passando fome

Potências mundiais vêm impondo sanções cada vez mais rigorosas à Coreia do Norte devido aos seus programas nuclear e de mísseis balísticos

↑ Crianças cercam e abraçam Kim Jong-Un durante visita ao condado de Samjiyon, em imagem divulgada pela agência estatal da Coreia do Norte (Foto: Reuters / KCNA)

Cerca de 60 mil crianças podem passar fome na Coreia do Norte, onde sanções internacionais estão exacerbando a situação por atrasarem a chegada de ajuda humanitária, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta terça-feira (30).

Potências mundiais vêm impondo sanções cada vez mais rigorosas à Coreia do Norte devido aos seus programas nuclear e de mísseis balísticos. Na semana passada os Estados Unidos anunciaram novas punições a nove entidades, 16 pessoas e seis navios norte-coreanos que acusaram de estarem auxiliando os programas de armas.

De acordo com resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), as remessas ou operações humanitárias estão isentas de sanções, disse Omar Abdi, vice-diretor executivo do Unicef.

“Mas o que acontece é que, claro, os bancos, as empresas que fornecem bens ou transportam bens são muito cautelosos. Não querem correr nenhum risco de serem associados à violação de sanções mais tarde”, explicou Abdi em um boletim à imprensa.

“É isso que torna mais difícil para nós levar coisas. Então demora um pouco mais, especialmente para levar dinheiro para o país. Mas também no transporte de bens para a RDPC. Não há muitas linhas marítimas que operam naquela área”, disse, referindo-se à República Democrática Popular da Coreia, o nome oficial do país.

As sanções aos combustíveis foram intensificadas, o que os torna mais escassos e caros, acrescentou Abdi.

“Estamos projetando que, em algum momento do ano, 60 mil crianças ficarão gravemente desnutridas. Esta é a desnutrição que pode levar à morte. É a desnutrição de proteínas e calorias”, disse Manuel Fontaine, diretor de programas emergenciais do Unicef em todo o mundo.

Fonte: Reuters e G1

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