Esporte

15 de Fevereiro de 2018 10:16

Vasco de Zé Ricardo tem início nota 10 na Libertadores

Equipe faz dez gols em três jogos e não leva nenhum

↑ Momento do gol de Paulinho, em que logo depois recebe um soco sem querer do goleiro do Jorge Wilstermann (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

A vitória do Vasco por 4 a 0 sobre o Jorge Wilstermann, quarta-feira, em São Januário, foi digna de uma nota 10 se tivesse sido avaliada em uma apuração parecida com a do carnaval. A equipe comandada pelo técnico Zé Ricardo encaminhou a classificação e deixou a missão na altitude de Sucre (2.810 metros) mais palatável no jogo da volta, na próxima semana.

Harmonia: dez gols marcados, nenhum sofrido

Até agora, todos os setores do Vasco na Libertadores funcionaram bem. Foram duas goleadas por 4 a 0 e uma vitória por 2 a 0. Ou seja: dez gols marcadores em três jogos e nenhum gol sofrido. Os números mostram que a opção por fazer da Taça Guanabara uma preparação foi acertada.

Comissão de frente – garotada ousada, Pikachu certeiro

Paulinho voltou a marcar e fez nova boa atuação. Evander, que havia feito dois contra o Universidad de Concepción, segue como quem mais finaliza na equipe. Se Ríos e Riascos ainda não balançaram a rede, Rildo, mesmo vindo do banco, também chegou ao segundo gol na competição.

O grande destaque neste quesito, no entanto, é Yago Pikachu. O lateral-direito é o artilheiro com três gols marcados. Os companheiros brincam internamente que ele é sempre o escolhido para a bola sobrar limpa para fazer o gol.

Yago Pikachu marcou o terceiro dele só nesta Libertadores (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Mestre-sala – o argentino elegante

Umas das caras novas do time para este ano, Desábato já tomou conta da posição em uma rápida adaptação. Com marcação forte, bom posicionamento e alto índice de acerto de passes, o volante argentino tem impressionado os torcedores pela elegância.

Contra os bolivianos, foram quatro desarmes. Os vascaínos já passaram para ele os “latidos” que foram de Guiñazu e Jean.

Desábato se adaptou bem ao esquema vascaíno (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Evolução – Zé Ricardo, o comandante

Estratégias bem definidas, time compacto, vibrante e jogadores cientes de suas determinações dentro de campo. Com seu trabalho e de sua comissão, o treinador é o principal responsável por este início bem-sucedido do Vasco na Libertadores.

– Entramos para fazer um bom jogo, e quanto mais próximo estivermos do nosso modelo, da nossa forma de jogar, acho que estamos mais próximos da vitória. Não jogamos porque é bonito, nós fazemos o jogo ficar bonito – disse o técnico.

Zé Ricardo teve o nome gritado pela torcida depois da goleada por 4 a 0 (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Para aumentar ainda mais o mérito, Zé Ricardo não pôde contar com alguns dos “carros alegóricos” principais: Nenê, Luis Fabiano e Anderson Martins, que deixaram o clube.

Bateria – torcida vascaína empurra o time

Apesar de não ter lotado o estádio, os torcedores que foram a São Januário fizeram seu papel e empurraram o time o tempo inteiro, sem “paradinha”, e ditaram o ritmo. No segundo tempo, quando o Jorge Wilstermann chegou a ensaiar uma pressão, os cruz-maltinos perceberam e gritaram ainda mais.

– Foram 90 minutos cantando, e a gente percebe isso – finalizou Zé Ricardo.

Torcida vascaína incentivou muito o time no jogo de quarta-feira (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Fonte: Globoesporte.com

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