Educação

8 de junho de 2018 22:17

Reeducando alagoano conquista 1º lugar em concurso com seis mil inscritos

Em sua terceira edição, Concurso da Redação da Defensoria Pública Federal buscou incentivar o debate sobre educação e cidadania

↑ Seris faz homenagem aos internos que se destacaram na seleção (Foto: Jorge Santos)

A educação proporciona um futuro promissor para qualquer pessoa, no cárcere não é diferente. Nesta semana, um interno do Núcleo Ressocializador foi homenageado após um grande feito: atingir a maior nota no Concurso de Redação da Defensoria Pública da União. Outros reeducando da unidade também tiveram um desempenho expressivo e foram reconhecidos em solenidade na Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris).

Com o tema foi “Mais Direitos, Menos Grades!”, o concurso despertou o interesse por temas relacionados à educação em direitos e cidadania no ambiente carcerário, sendo destinado aos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A premiação oficial aconteceu em Brasília, com a presença do vencedor, Arthur Fonseca, e chefe do Núcleo, agente penitenciário Élder Rodrigues.

“Essa premiação prova que estamos no caminho certo: ressocializar através da educação. Os professores da Escola Paulo Jorge que trabalham com os custodiados do Núcleo sempre elogiam o empenho e a força de vontade dos alunos para aprender. Eles buscam o melhor e os resultados comprovam isso. A participação em concursos é uma maneira de mostrar que os reeducandos estão se recuperando”, fala Rodrigues.

Arthur Fonseca agradece a oportunidade e atenção da Seris. “Quando recebi a notícia sobre o meu desempenho a emoção foi muito grande. Minha família também ficou feliz com o resultado. Esse resultado representa muito para mim. Quero ser profissionalizado, estudar e adquirir mais conhecimento. Os alunos se esforçam e a sociedade têm percebido a mudança. Quando sair do cárcere, disseminarei bons valores”.

Educação nos presídios

O gestor da Escola Paulo Jorge, Mario Cesar, fala sobre o impacto oriundo do desempenho no concurso. “Levamos a temática do concurso para a sala de aula e os alunos trabalharam o tema. A gestão da escola sente-se honrada em estar inserida nesse contexto através da representatividade dos custodiados. O desempenho obtido no concurso estimula ainda mais para mudar a vida dos alunos”, fala o educador.

Já a gerente de Educação, Produção e Laborterapia, agente penitenciária Andréa Rodrigues, lembra da mobilização da equipe de trabalho. “Essa foi a terceira edição do concurso e foram mais de seis mil inscritos e tivemos o privilégio de ter nove reeducandos de uma única unidade prisional de Alagoas se destacando. Isso é o resultado do trabalho que o grupo vem fazendo, há muita gente trabalhando na missão de ressocializar”.

 

Fonte: Agência Alagoas

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