Cidades

11 de Abril de 2018 08:04

Água: Alagoas tem 38 cidades com decreto de situação de emergência

Dados do Ministério da Integração aponta que estado é o 2º do Nordeste com maior número de municípios com crise hídrica

↑ Segundo dados do Ministério da Integração, 37,25% dos municípios alagoanos estão em emergência por conta da estiagem (Foto: Adailson Calheiros)

Com base no decreto de situação de emergência vigentes no Ministério da Integração Nacional, Alagoas é o segundo estado nordestino com maior número de cidades com crise hídrica na região. Dos 102 municípios, 38 estão em situação de emergência por estiagem em vigência. Isso representa 37,25% dos municípios atingidos.

Os reconhecimentos federais vigentes estão disponíveis no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), que pode ser vistos no site do ministério. No sistema, é possível obter dados de reconhecimentos específicos, por estado e por ano. A medida tem vigência de 180 dias, por este motivo, esses dados são dinâmicos e alterados diariamente.

No ranking dos estados nordestinos, o Ceará fica na primeira colocação com 51,63% de cidades cearense que estão em situação de emergência por seca ou estiagem.  Ou seja, dos 184 municípios, 95 estão na situação. Em terceiro lugar vem o estado de Pernambuco com 36,75% dos municípios. Do total de 185 cidades, 68 ainda permanecem com decreto de situação de emergência vigentes no S2ID.  Seguidos da Bahia com 12,47% e Sergipe com 12%.

O Ministério da Integração esclarece que o reconhecimento federal de situação de emergência ou calamidade pública não reflete a quantidade de municípios que estão passando ou passarão por uma seca ou estiagem no país.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, explica que reconhecimento federal só é realizado após decreto oficial de emergência ou calamidade pública dos estados ou municípios e envio de solicitação para análise da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). “Ou seja, o apoio do ministério é complementar a atuação de estados e municípios’’.

CIDADES ALAGOANAS

Por aqui, continuam com decretos vigentes as cidades de Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Canapi, Carneiros, Coité do Nóia, Craíbas, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Igaci, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Lagoa da Canoa, Major Isidoro, Maravilha, Mata Grande, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho d’Água das Flores, Olho d’Água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios, Pariconha, Piranhas, Poço das Trincheiras, Pão de Açúcar, Quebrangulo, Santana do Ipanema, Senador Rui Palmeira, São José da Tapera, Traipu e Água Branca.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Estadual, major Moisés Melo, o órgão está acompanhando o ciclo de estiagem com o Monitor de Secas.  “Utilizamos e acompanhamos em parceria com o Governo Federal. O sistema é um instrumento de monitoramento e não de prognóstico. É possível saber quais regiões estão sendo mais afetadas e conseguir traçar uma tendência de evolução da seca. E fazer a decretação de Emergência do Ministério da Integração”, explica.

Nenhuma cidade está com abastecimento comprometido

 

Apesar da situação de emergência em vigência nas 38 cidades citadas na reportagem, a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) explica que no momento, nenhum dos municípios atendidos por ela corre risco de desabastecimento por falta de água no manancial nem risco de rodízio.

A companhia ressalta que em algumas cidades ou partes delas, há deficiências pontuais ocasionadas por problemas estruturais, como subdimensionamento de rede, de bombas ou faltas de energia elétrica, como vem ocorrendo frequentemente no Sertão.

“Vale ressaltar que todos os municípios do Sertão e da Bacia Leiteira, bem como a maioria da região Agreste, são abastecidos pela Casal com água captada no Rio São Francisco. As deficiências que ocorrem no abastecimento, conforme explicado, são pontuais. Nas demais regiões do estado, os mananciais adquiriram níveis satisfatórios nos últimos períodos chuvosos para abastecer bem as cidades pelos próximos meses.”

Em relação ao decreto de situação de emergência por conta da seca, a companhia explicou que é voltado principalmente para as regiões rurais das 38 cidades, que não são abastecidas pelo órgão.

“A Casal somente possui rede de abastecimento em regiões urbanas e, excepcionalmente, em alguns povoados ou distritos das zonas rurais. O decreto, portanto, têm como foco as moradias rurais, as famílias do campo que não possuem rede de abastecimento e a falta de água para a agricultura e a criação de animais”, esclarece a companhia.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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