Cidades

16 de dezembro de 2017 12:32

Nova favela se forma por trás da Justiça Federal em Maceió

Segundo dados da Prefeitura, atualmente existem 93 “assentamentos precários”, como são chamados por organismo internacional

↑ Por trás do prédio onde funciona a Justiça Federal, no conjunto José Tenório, uma nova favela pode estar surgindo (Foto: Sandro Lima)

Dados da Prefeitura de Maceió, através Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), apontam que existem atualmente 93 favelas na capital. De acordo com as Nações Unidas, por meio da UM-Habitat, favela é o termo que designa áreas que abrigam habitações precárias, desprovidas de regularização e serviços públicos, como água tratada, esgoto, escolas, posto de saúde, entre outros.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adotou o termo genérico “aglomerados subnormais” ou os chamados “assentamentos humanos” para designar as favelas. Nesses locais precários identificados, a população estimada é de 110 mil pessoas.

Esses são os números oficiais, porém podem existir outros assentamentos ainda não identificados. Por trás do prédio onde funciona a Justiça Federal de Alagoas e ao lado da pista que margeia os prédios de apartamentos do conjunto José Tenório, por exemplo, um novo assentamento pode estar surgindo ainda de maneira tímida, mas com todas as características indicadas pelo IBGE sobre os assentamentos humanos.

No local, onde três barracas de plásticos foram montadas, é possível perceber que algumas pessoas vivem por lá. Além das barracas, existem cadeiras, colchões e mesas debaixo de árvores e ainda um cachorro que pode ser de estimação dos moradores das barracas. A reportagem da Tribuna Independente foi até o local tentar ouvir as pessoas, no entanto não havia ninguém. Segundo moradores do prédio, todo dia há movimentação no local, mas eles não confirmam se mora alguém por lá.

ASSISTÊNCIA

A Semas informa que este grupo de pessoas em situação de rua já vem sendo acompanhado pelas equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social, mas há forte resistência das famílias em deixar os espaços. “Já foi disponibilizado acolhimento para as famílias na Casa de Passagem Familiar do Município, além de inserção em programas sociais, mas os serviços ofertados foram negados por esta população. Atualmente, a Semas estuda, junto com outras pastas do município, as alternativas para encaminhamentos eficientes de retiradas delas da situação de rua”, ressalta.

REALIDADE

Segundo vários estudos, atualmente cerca de um bilhão de pessoas vivem em favelas em todo o mundo. As favelas são caracterizadas por abrigarem pessoas de baixa renda e com baixa qualidade de vida. Esse tipo de habitação é resultado de vários fatores, entre eles: industrialização, mecanização do campo e crescimento vegetativo da população urbana. A composição das favelas difere de acordo com as regiões. Em razão do quadro de pobreza inserido nesses espaços urbanos, as favelas entram na rota do crime, como tráfico de drogas. Além disso, por ocupar áreas impróprias e pela fragilidade dos barracos, esses são frequentemente atingidos por deslizamentos de terra, terremotos, tempestades, incêndios, enchentes, entre outros.

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Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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