Brasil

13 de Abril de 2018 10:45

Idosos enfrentam filas quilométricas no 1º dia de vacinação contra H1N1 na Grande Goiânia

Primeiro grupo também inclui trabalhadores da saúde e doentes cardíacos e respiratórios. Antecipação ocorre após 9 mortes pelo vírus em Goiás; veja onde se vacinar

↑ Pacientes fazem fila na porta do Centro de Saúde da Família Ville de France, em Goiânia, Goiás (Foto: Guilherme Mendes/TV Anhanguera)

Milhares de idosos, além de trabalhadores da saúde e pessoas com doenças cardíacas e respiratórias graves, formaram filas que deram a volta em quarteirões, nesta sexta-feira (13), em busca da vacina contra a gripe H1N1 na Grande Goiânia. Em alguns locais, havia fila desde às 2h. As doses começaram a ser aplicadas nesta manhã, dez dias antes do lançamento da mobilização do Ministério da Saúde.

O aposentado Eterno da Silva foi primeiro a chegar no Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais) do Setor Leste Vila Nova, no início da madrugada. Ele afirma que chegou cedo para garantir a dose da vacina, já que está com medo do vírus.

“A gente fica preocupado, porque esta gripe está preocupando todo mundo. Então vale o sacrifício para que a gente receba vacina e ela faça efeito na gente”, disse o idoso.
Para este primeiro momento, foram enviadas 650 mil doses para todo o estado, e apenas idosos, trabalhadores da saúde, indígenas e pessoas com doenças cardíacas e respiratórias graves serão contemplados. A imunização protege contra dois subtipos da Influenza A – H1N1 e H3N2 – e um subtipo da Influenza B.

Apesar da preocupação dos idosos, a superintendente de Vigilância em Saúde da capital, Flúvia Amorim, disse que Goiânia já recebeu 191 mil doses da vacina, das 400 mil previstas. Ela afirma que na segunda-feira (16) outras 27 mil doses chegarão, e que o Ministério da Saúde garantiu que não vai faltar o medicamento no estado.

“Estas 200 mil doses da vacina são suficientes para os três primeiros grupos de risco. Não há risco de faltar vacina hoje. Eu sei que a demanda está muito grande, mas estamos pedindo às unidades para que não falte vacina neste intervalo de tempo”.

“Nós temos todo um preparo prévio. Eu não posso tirar a vacina da geladeira e já aplicar imediatamente. Esta vacina tem que ser retirada, climatizada, para depois ser aplicada. A gente está pronto para trabalhar, dobramos as equipes”, disse a superintendente

A aposentada Maria Abadia, de 74 anos, chegou às 4h no Centro Municipal de Vacinação, no Setor Pedro Ludovico, na capital, e ficou atrás de dezenas de outros idosos. Ela afirma que madrugou na fila com medo de que as doses acabassem. Na unidade, a fila era de cerca de 1 km, dando a volta em uma quadra do bairro.

“A gente chega de madrugada porque tem medo de ficar sem. Tem que vir cedo para enfrentar a fila, mas garantir”, disse.

As filas também se formaram ainda de madrugada na porta do Centro de Saúde da Família do Ville de France, em Goiânia. O prefeito Iris Rezende, que tem 84 anos e faz parte do grupo prioritário, se vacinou nesta manhã na unidade de saúde.

Locais de vacinação no estado:
Goiânia tem 56 postos de vacinação;
Aparecida de Goiânia tem 34 postos de vacinação;
Jataí tem 12 postos de vacinação;
Porangatu tem 8 postos de vacinação;
Itumbiara tem 7 postos de vacinação;
Anápolis tem 18 postos de vacinação;
Rio Verde;
Catalão.

Veja o calendário de vacinação para o estado:
13/04 a 20/05 – Idosos, trabalhadores da saúde e pessoas com doenças cardíacas e respiratórias graves
23/04 a 27/04 – gestantes, puérperas e crianças
30/04 a 11/04 – professores
12/05 – Dia D: serão vacinados todos os grupos prioritários da campanha
14/05 a 1/06 – todos os grupos prioritários da campanha
Indígenas: podem ser vacinados durante todo o período da campanha

Presos e funcionários do sistema prisional: o agendamento será feito a critério do município no período da campanha.

Casos confirmados e mortes
De acordo com o último boletim da SES-GO, divulgado no dia 10 de abril, já foram confirmados 64 casos de H1N1 em 15 cidades do estado este ano. A pasta informou contabilizar apenas casos graves, já que a notificação da doença deixou de ser compulsória em 2012.

Até então, oito mortes tinham sido confirmadas. O nono caso foi informado ao G1 pela Prefeitura de Anápolis nesta quinta-feira (12) e vai ser anexado ao próximo boletim.

Goiânia – 35 casos registrados, sendo 4 mortes
Hidrolândia – 1 caso registrado, sendo 1 morte
Jaupací – 2 casos registrados, sendo 1 morte
Trindade – 10 casos registrados, sendo 2 mortes
Anápolis – 3 casos registrados, sendo 1 morte
Aparecida de Goiânia – 4 casos registrados
Bela Vista de Goiás – 1 caso registrado
Caturaí – 1 caso registrado
Goianira – 1 caso registrado
Inhumas – 1 caso registrado
Luziânia – 1 caso registrado
Nerópolis – 1 caso registrado
Porangatu – 1 caso registrado
Rio Verde – 1 caso registrado
Valparaíso de Goiás – 1 caso registrado

Fonte: G1

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