Saúde

Maceió registra cinco mortes por doença meningocócica em 2026

Por Assessoria 07/10/2026 12h59
Maceió registra cinco mortes por doença meningocócica em 2026
Vacinação é uma das principais formas de prevenção contra a doença meningocócica - Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Febre alta repentina, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca e manchas avermelhadas ou arroxeadas pelo corpo podem indicar um quadro que exige avaliação médica imediata. Em Maceió, 33 casos de meningite já foram confirmados em 2026, sendo 14 de doença meningocócica pelo sorogrupo B, com cinco óbitos registrados. A identificação rápida dos sintomas é fundamental, já que algumas formas da doença podem evoluir de maneira grave em poucas horas. Em caso de suspeita, beneficiários da Unimed Maceió podem procurar os serviços de Urgência e Emergência dos Hospitais Unimed Faro e Gruta, que funcionam 24 horas.

Os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ganham atenção neste 5 de outubro, Dia Mundial de Combate à Meningite. No primeiro semestre de 2026, Alagoas já havia apresentado o terceiro maior coeficiente de incidência de doença meningocócica do país, atrás apenas do Pará e do Amazonas, segundo informe epidemiológico do Ministério da Saúde.

O Brasil registrou 781 mortes por meningite. Desse total, 537 foram provocadas por meningites bacterianas. A doença meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, está entre as formas que podem apresentar rápida evolução e exige diagnóstico e tratamento precoces.

Segundo a infectologista Raquel Guimarães, da Unimed Maceió, reconhecer os primeiros sinais pode ser decisivo para o desfecho do paciente. “É considerada uma emergência médica porque o quadro clínico pode evoluir em poucas horas. Em alguns casos, os sinais e sintomas avançam de forma tão rápida que, se não houver reconhecimento médico e tratamento adequado, a evolução pode ocorrer de forma fulminante”, explica a especialista.

Sinais de alerta - A meningite meningocócica costuma começar com febre alta repentina, geralmente acima de 38°C, acompanhada de dor de cabeça forte e constante. Outro sinal importante é a rigidez na nuca, com dificuldade ou dor ao tentar encostar o queixo no peito.

Também merecem atenção as manchas vermelhas ou roxas na pele, chamadas de petéquias, que aparecem rapidamente e indicam gravidade. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar atendimento de urgência. Segundo a infectologista, não é possível prever como a doença vai evoluir em cada paciente. “Um fator como a imunidade pode influenciar tanto a resposta do organismo quanto a rapidez com que a doença evolui”, afirma.

Para a especialista, informação e rapidez são as principais aliadas contra a meningite. Febre alta súbita, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca e manchas na pele não devem ser tratadas como uma virose comum, e a busca por atendimento médico imediato pode salvar vidas.

Vacinação - A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra a doença meningocócica e deve ser mantida em dia de acordo com a idade e as recomendações previstas para cada faixa etária.

As vacinas estão disponíveis tanto na rede pública, conforme o Calendário Nacional de Vacinação, quanto na rede privada, que dispõe de opções adicionais de imunização. “A vacinação é fundamental para reduzir o risco de adoecimento e, principalmente, das formas graves da doença. Por isso, é importante que pais e responsáveis acompanhem a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes e que os adultos também busquem orientação sobre as vacinas indicadas para sua faixa etária”, orienta a infectologista Raquel Guimarães.