Saúde

21 de maio de 2020 23:04

Médica ‘toca o coração’ de pacientes com Covid-19 em Rio Largo

Música levou esperança para todo hospital

↑ Foto: Reprodução

A pandemia de Covid-19 tem provocado uma onda de aflição em todo mundo. Medo da contaminação, ansiedade pelo isolamento social, angústia pela incerteza do amanhã. Em meio a esse turbilhão de sentimentos, o desafio dos profissionais de saúde é administrar as próprias emoções para cuidar do próximo.

No Hospital Ib Gatto, em Rio Largo, há 20 leitos para pessoas com Covid-19. A equipe de saúde oferta atendimento humanizado, que dá mais segurança e leveza ao período de tratamento.

Nesta quinta-feira (21), uma das colaboradoras da Unidade surpreendeu a todos com uma ação nobre e voluntária. A médica Tainá Costa chegou com um violão, sentou e tocou.

Tocou não apenas música, mas o coração dos pacientes e dos colegas de trabalho, que se emocionaram com a nobreza do gesto, da demonstração de amor.

“A música sempre me ajudou a sorrir no meu dia a dia. Pensei que, nesse momento tão difícil que os nossos pacientes estão passando, ‘a terapia do riso’ seria uma ajuda formidável. Sou apaixonada pela medicina humanizada, que os acolhe de forma carinhosa e tenta nivelar as ações em saúde. O foco principal é a busca da saúde física e mental, proporcionando o bem-estar”, esclarece.

Difícil acreditar, mas faz exatamente quatros anos que Tainá perdeu a mãe, que também era médica. A ação foi, também, uma forma de homenagear à sua mentora.

“Meu dia começou cheio de lembranças, de emoção. Ver o sorriso no rosto dos pacientes proporcionou uma sensação de conforto ao coração. É a melhor maneira de manter a alma dela viva dentro de mim. Já trabalhei em várias instituições, mas sou grata ao ISAC, que me dá muita liberdade e incentivo para fazer essas ações” suspira.

O repertório foi bem eclético: músicas religiosos, MPB e até pop rock. Contagiados pela música solidária, pacientes e colaboradores se uniram num mesmo coro. Para a diretora geral do hospital, Kamyla Bastos, o gesto revela o empenho dos profissionais da saúde para cuidar das vidas, sem deixar a humanização de lado.

“Foi emocionante ver a interação e o rostinho alegre de cada um, se sentindo acolhido. Uma das pacientes estava aniversariando. Cantamos os parabéns e ela ficou muito feliz. Depois, um outro pediu para fazer uma oração pelo grupo presente. Apesar de simples, a ação teve um grande significado para todos, que passam por essa situação delicada”, comemora.

Ações simples como essa são um bálsamo para quem precisa de ânimo, num dos momentos mais difíceis da vida. Sem dúvida, o som da empatia vai ser inesquecível para quem o ouviu.

Fonte: Assessoria

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