Saúde

16 de agosto de 2019 19:21

Acidentes casuais correspondem a quase 20% dos atendimentos no Hospital Geral do Estado

Atendimento de urgência e emergência é realizado por ortopedistas da unidade

↑ Empresário Milton Alves sofreu acidente casual e passou por cirurgia no HGE (Foto: Assessoria)

Aproximadamente 17% dos atendimentos do Hospital Geral do Estado (HGE) são de pacientes que sofreram acidentes casuais, aqueles causados no ambiente doméstico, como queda da própria altura. O percentual parece pequeno, mas, quando comparado aos 151.275 usuários assistidos em 2018, essa parcela corresponde a exatos 25.570 pessoas.

Até julho deste ano, o maior hospital público de Alagoas já havia ultrapassado 16 mil casos envolvendo esse tipo de acidente. Se comparado ao ano passado, nesse mesmo período tinham sido acolhidos 14.700 usuários do SUS. E todo esse volume crescente poderia ser drasticamente reduzido com a adoção de mais cuidados preventivos e menos espontaneidade.

Por exemplo, o empresário Milton José Alves, de 55 anos, chegou ao HGE com uma fratura no quinto dedo da mão direita, conhecido como mindinho. Ele relatou que o acidente aconteceu quando abriu a porta de casa e seu cachorro passou entre suas pernas. Em um ato espontâneo, ele correu e em menos de cinco metros caiu. “Para proteger o rosto, pus a mão no chão! Foi nesse momento que tive a fratura! Na hora coloquei a mão no gelo e fui para um hospital privado. Entretanto, esse mesmo hospital não me disponibilizou o serviço que eu necessitava. Então, procurei o HGE sem pensar duas vezes”, declarou o empresário.

No HGE, Milton Alves chegou às 8h04 e às 10h40 já estava no Centro Cirúrgico. Segundo o médico ortopedista Fernando Bastos, o hospital conta com uma equipe multiprofissional de urgência e emergência, especializada em traumas e ortopedia, podendo realizar cirurgias eletivas, contribuindo com o fluxo estadual de cirurgias ortopédicas.

“Especificamente sobre o caso desse paciente, fizemos uma cirurgia minimamente invasiva, inserindo dois fios metálicos através da observação por arco cirúrgico, que é um equipamento de raios-X que me permite ver imagens em tempo real com milhares de tons de cinza. Essa técnica é de tecnologia avançada, pois evita grandes cicatrizes, desconfortos ao paciente e a recuperação acontece mais rápida”, explicou o médico.

Após o procedimento, devidamente recuperado dos efeitos da anestesia, o usuário recebeu alta médica, sem necessitar de internamento, dando espaço para doentes mais graves. Ele comentou que não esperava que tivesse uma assistência tão rápida e eficaz, uma vez que escutava das pessoas e lia na internet comentários negativos sobre o funcionamento do HGE.

“O que eu vi foi completamente diferente do que tanto me foi dito. Aqui encontrei uma estrutura que não encontrei no próprio hospital particular. O atendimento do médico foi nota 10, souberam enxergar minha necessidade. Poderiam ter solicitado exames e me deixado esperar, mas logo o ortopedista se propôs em fazer a cirurgia. É disso que a população precisa”, concluiu o empresário Milton Alves.

Fonte: Assessoria

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