Política

PT Alagoas repudia condução de porteiro durante panelaço e cobra apuração rigorosa

Partido emitiu uma nota pública neste sábado após o caso registrado na noite de sexta-feira

Por Tribuna Hoje com Assessoria 17/10/2026 15h32 - Atualizado em 17/10/2026 16h41
PT Alagoas repudia condução de porteiro durante panelaço e cobra apuração rigorosa
Deputado Ronaldo Medeiros assina a nota do PT-AL - Foto: Ascom ALE

O Partido dos Trabalhadores de Alagoas (PT-AL) divulgou neste sábado (17) uma nota pública em que manifesta repúdio à condução de um porteiro por policiais militares durante um panelaço realizado na noite de sexta-feira (16), no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

No documento, assinado pelo presidente estadual da legenda, Ronaldo Medeiros, o partido classifica a ação como uma medida arbitrária e defende que o trabalhador exercia um direito democrático ao participar da manifestação política.

“O Partido dos Trabalhadores de Alagoas manifesta sua mais profunda indignação e repúdio à violência e à prisão de um trabalhador, porteiro de um edifício em Maceió, que, no exercício de seu direito democrático, realizou um panelaço como forma de manifestação política”, afirma a nota.

O PT sustenta que a atuação policial apresenta indícios de abuso de autoridade e cobra uma investigação rigorosa sobre o caso. Segundo o partido, a liberdade de expressão deve ser garantida independentemente do posicionamento político dos cidadãos.

Cobrança por responsabilização

Na manifestação, a legenda também faz um reconhecimento ao trabalho dos profissionais da Polícia Militar, mas ressalta que não admite o uso da autoridade estatal para reprimir atos políticos considerados democráticos.

“Reconhecemos o trabalho dos homens e mulheres que honram a Polícia Militar de Alagoas, mas não podemos admitir que agentes públicos utilizem a autoridade do Estado para reprimir manifestações democráticas”, diz o texto.

O partido pede a apuração dos fatos, a responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades, e providências por parte do comando da Polícia Militar e dos órgãos de controle.

Caso mobiliza instituições

A condução do porteiro ocorreu durante um panelaço realizado por moradores de um edifício na Ponta Verde. Segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, a guarnição foi acionada para atender uma ocorrência de perturbação do sossego e conduziu o trabalhador após ele supostamente desobedecer orientações dos policiais para encerrar o barulho.

Já moradores que participaram da manifestação afirmam que o ato era pacífico e que a intervenção aconteceu após um desentendimento político envolvendo um motorista que passava pelo local.

O episódio passou a ser acompanhado por diferentes instituições. O Ministério Público Eleitoral instaurou procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da ocorrência. A Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público de Alagoas também informou que solicitará informações à Corregedoria da Polícia Militar e à Central de Flagrantes. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), por meio da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, requereu a apuração da legalidade da abordagem e da condução do trabalhador.

Na nota divulgada neste sábado, o PT reforça que “a democracia não se negocia, a liberdade de expressão não se criminaliza e trabalhador merece respeito”, defendendo que todas as circunstâncias da atuação policial sejam devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes.