Política

14 de agosto de 2019 08:24

‘Município deve fazer sua própria reforma da Previdência’, diz vereador

José Márcio Filho reforça necessidade de ajustes após novas regras previdenciárias

↑ José Márcio Filho cita as dificuldades financeiras dos municípios (Foto: Ascom/Câmara)

Com a iminência da aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional e sem a inclusão de estados e municípios em suas novas regras, caberá a essas unidades federativas a optarem por manter suas atuais regras ou adequá-las à geral. Para o vereador José Márcio Filho (PSDB), Maceió terá de fazer a sua quando a nacional estiver em vigor.

“Em todo o país, a gente vê as dificuldades dos municípios que têm previdência própria. Mal conseguem pagar suas folhas. Maceió terá de fazer a sua reforma, mas temos de aguardar o resultado de Brasília, esperar o prefeito [Rui Palmeira, PSDB] enviar projeto à Câmara e discutir com os servidores. Eles não querem ter perdas, o que é natural, mas entre ter perda e não ter aposentadoria, acho melhor ter aposentadoria garantida”, diz o vereador José Márcio Filho, que é uma das lideranças de Rui Palmeira e do PSDB na Câmara Municipal de Maceió.

IPREV

O vereador Cleber Costa (Progressistas) avalia a possibilidade de elaborar um Projeto de Lei para alterar uma regra do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). Atualmente, os servidores municipais se aposentam com base em seu último salário, o que, para o parlamentar, deveria ser pela média recebida durante todos os anos trabalhados.

À Tribuna Independente, na edição do último dia 8, ele explicou seu entendimento sobre essa situação no Iprev de Maceió.

“Você, sendo funcionário público, se aposenta com o último salário e não com base na média salarial que você recebeu. Isso, no meu entendimento, é um erro. Estou trabalhando e perto de me aposentar consigo um benefício que se incorpora ao salário e me aposento com essa nova remuneração. Não tem previdência que resista e isso pode acontecer com quem tem acesso e influência”, comentou. “Eu estou avaliando a possibilidade de lançar um Projeto de Lei para regulamentar isso. O sujeito vai se aposentar com a média de suas contribuições e não com o último salário”, completou o vereador.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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