Política

13 de agosto de 2019 19:46

Comissão Especial da Assembleia discute relatório da CPRM sobre caso Pinheiro

Fecomércio distribuiu à imprensa nota da entidade com intuito de prestar contas à sociedade sobre ações do órgão em defesa dos empresários e empreendedores dos três bairros afetados por abalos sísmicos

↑ Foto: Divulgação

Os deputados estaduais Cabo Bebeto (PSL) e Davi Maia (DEM), que compõem a Comissão Especial do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, estiveram reunidos com o representante da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o geólogo Thales Sampaio; da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL), comerciantes e moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro; e os vereadores por Maceió, Francisco Sales e Kleber Costa, para debater a situação atual dos três bairros e de seus moradores. A reunião serviu ainda, para atualizar os dados do relatório divulgados pelos técnicos da CPRM no ano passado.

Cabo Bebeto se mostrou satisfeito com a reunião e disse que vem recebendo várias reclamações de que a Caixa Econômica Federal vem dificultando a liberação dos recursos relativos ao seguro obrigatório aos mutuários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) que residem nas áreas de risco de desmoronamento. “Na próxima quarta-feira terá uma reunião da CPRM com a Caixa, em Brasília, para debater a questão do seguro e irei fazer o possível para participar”, afirmou. O deputado disse ainda que vai marcar para os próximos dias, uma reunião da comissão com representantes da Braskem. “A situação é bastante séria e complexa, por isso a população precisa acompanhar de perto o que vem acontecendo. Estamos trabalhando junto para dar uma solução e uma resposta aos moradores”, destacou.

Thales Sampaio afirmou que a solução do problema que aflige milhares de famílias depende de um esforço multidisciplinar envolvendo vários profissionais e a universidade. “Foi uma reunião bastante proveitosa porque tivemos a oportunidade de responder alguns questionamentos dos moradores e esclarecer alguns pontos do relatório que fizemos sobre a situação da região. Explicamos tudo que foi feito pelos pesquisadores do Sistema Geológico do Brasil. É preciso deixar claro que as causas já foram identificadas, agora precisamos ajudar na solução das questões que são bastante graves”, disse.

O presidente da Associação dos Empreendedores do bairro do Pinheiro e adjacência, Alexandre Sampaio, destacou que a associação busca juridicamente a solução para reparar os danos causados aos moradores dos bairros atingidos. “Vivemos num Estado democrático de direito, então é preciso que se prove na justiça quem são os responsáveis por tudo aquilo que vem acontecendo. O relatório da CPRM foi claro e definitivo, a responsabilidade da subsidência e das rachaduras vem da mineração feita pela Braskem e por isso precisamos de uma decisão final da justiça no âmbito civil, financeiro e criminal. É preciso deixar claro ainda que a Braskem não agiu sozinha, tivemos a omissão de órgãos municipais, estaduais e federais”, afirmou.

Fecomércio

A representante da Fecomércio na reunião, jornalista Graça Carvalho, distribuiu à imprensa uma nota da entidade com intuito de prestar contas à sociedade sobre as ações do órgão em defesa dos empresários e empreendedores dos três bairros afetados por abalos sísmicos. “As ações incluem, até o momento, três pesquisa do Instituto Fecomércio relativas ao impacto do dano ambiental no contexto socioeconômico dos bairros atingidos; ofício às autoridades constituídas e participação em grupos de trabalho e audiência pública, em busca de benefícios fiscais, de linhas de créditos diferenciadas, de ações  de segurança, atenção saúde, entre outros; provocação do Conselho Estadual de Proteção ao Meio Ambiente para discussão do dano ambiental à região e participação na Câmara Técnica instituída pelo órgão para o acompanhamento permanente da situação”, diz a nota, que relata ainda outras iniciativas da Fecomércio.

Braskem emite posicionamento

Nota à imprensa

A Braskem reafirma que tem prestado todos os esclarecimentos às autoridades. E está à disposição da Comissão Especial da Assembleia Legislativa para disponibilizar todas as informações sobre o caso. A empresa entende que o laudo não é definitivo e segue realizando estudos e atividades técnicos-científicos para compreender os fenômenos geológicos nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Dada a complexidade do tema, a empresa contratou estudos e avaliações de especialistas brasileiros e internacionais para buscar a melhor solução que garanta a segurança das pessoas. Adicionalmente, a empresa está empenhada na conclusão dos sonares de todas as minas, análise considerada fundamental por especialistas para a compreensão das causas.

Em cooperação com autoridades locais, a Braskem vem implementando ações emergenciais na região, a exemplo da doação e instalação de equipamentos para a Central de Monitoramento da Defesa Civil e da estação meteorológica, recuperação de ruas danificadas por trincas e monitoramento de movimentação do solo por GPS de alta precisão, entre outras medidas.

A Braskem reitera com a sociedade alagoana o seu compromisso de atuação empresarial responsável, assim como tem feito há mais de quatro décadas no Estado.

Fonte: Assessoria

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