Política

12 de dezembro de 2018 08:15

Funcionários da Ceal entram em greve dia 19

Paralisação é um protesto por causa do leilão da distribuidora agendado para a mesma data

↑ Nestor Powell fala da precarização dos serviços em caso de privatização (Foto: Carlos Amaral/arquivo)

O Governo Federal marcou para o próximo dia 19, o leilão de privatização da Companhia Energética de Alagoas (Ceal). O leilão da empresa estava paralisado por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), só que no final de novembro, o ministro Ricardo Lewandowski revogou a liminar.

Com a decisão de liberar o leilão da Ceal, o sindicato dos Urbanitários de Alagoas realizou, na segunda-feira (10), uma assembleia no qual foi aprovada por unanimidade a paralisação das atividades em protesto contra a privatização da empresa, sendo mantidos apenas os serviços essenciais.

Em entrevista à Tribuna Independente, o presidente do sindicato, Nestor Powell falou sobre a possibilidade da venda da Ceal, além de tratar dos prejuízos que a privatização pode causar. Segundo ele, a intenção da paralisação é chamar a atenção da população do absurdo que será a “entrega” da Ceal para a iniciativa privada.

“Nós não consideramos uma venda, e sim uma entrega do patrimônio da sociedade  alagoana. Um patrimônio que foi construído com os impostos da sociedade e que agora está sendo entregue a iniciativa privada. O preço de leilão da Ceal é R$ 50 mil. Nós sabemos a consequência disso que é a precarização dos serviços, principalmente nas localidades mais distantes dos grandes centros de consumo de energia. É aquela questão da função social que as empresas desempenham e a iniciativa privada a gente sabe que vai visar o lucro e atender os grandes centros onde a manutenção é mais barata. Além da precarização, a privatização, inevitavelmente, trará aumentos de tarifas.  Recentemente,  a empresa do Piauí, que foi leiloada, teve o seu reajuste tarifário em torno de 12%”, argumenta.

O deputado estadual Ronaldo Medeiros falou do Projeto de Emenda Constitucional – PEC, que propôs no Parlamento, que visa aproveitar nos quadros estaduais, servidores de empresas públicas de outros entes da federação. A PEC precisa de oito assinaturas para ser apresentada, e de dezoito votos para ser aprovada em plenário.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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