Política
Maurício Quintella diz que delação de Cunha e Odebrecht preocupam o governo
Para Quintella, quem fez negócios com Eduardo Cunha precisa ter receio

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, esteve na manhã deste domingo (30) para acompanhar o candidato Rui Palmeira (PSDB) durante a votação em Maceió. Quintella apoia o atual prefeito e indicou na primeira gestão tucana a Superintendência de Iluminação de Maceió (SIMA).
Apesar do processo eleitoral corrente em Maceió, a Operação Lava Jato foi tema abordado. A reportagem do portal Tribuna Hoje questionou se as delações oriundas da empresa Odebrecht podem ser consideradas complicadores para o governo de Michel Temer, considerando a denúncia contra o ministro José Serra acusado de receber “caixa dois” em conta na Suíça.
“A Lava Jato pode pesar contra todo mundo. Eu não tive acesso ainda a esta delação, mas é claro que pesa, principalmente quando se tem ministros envolvidos ou figuras importantes da política do País envolvidas. O que a gente espera é que Brasil possa retomar o crescimento independentemente da Operação Lava Jato”, avalia o ministro dos Transportes.
A reportagem ainda questionou ao ministro Maurício Quintella se a sua indicação para o cargo partiu do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que atualmente está preso preventivamente por envolvimento na Operação Lava Jato.
“Não fui indicado pelo Eduardo Cunha. Não existe isso. Eu fui indicado pelo Partido da República [PR]. Eduardo Cunha não indicou nem os filiados do PMDB, imagina alguém do PR”, assegurou Quintella ao discordar do que foi posto por procuradores da Operação Lava Jato que apontaram Quintella como ministro indicado de Eduardo Cunha.
Por fim, a reportagem ainda abordou junto ao candidato se a prisão de Eduardo Cunha e uma eventual delação dele podem comprometer o governo federal.
“Qualquer delação há um receio de todas as pessoas que fizeram negócios que o Eduardo Cunha ou com as empresas Odebrecht ou OAS”, declarou o ministro dos Transportes, que à época do processo de impeachment aceito por Eduardo Cunha arregimentou apoios pela saída da presidente Dilma Rousseff, além de votado favorável a Eduardo Cunha durante uma sessão do Conselho de Ética da Câmara.
À época das discussões, em março deste ano, Eduardo Cunha estava sendo acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de receber US$ 5 milhões em propina descoberto na operação Lava Jato. Os recursos ilegais destinados a Cunha foram viabilizar a contratação de dois navios-sonda do estaleiro Samsung Heavy Industries em 2006 e 2007.
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