Polícia

Justiça decreta prisão preventiva dos acusados da morte da gata Camila Regina

Polícia esteve em três endereços, mas não encontrou homem e mulher investigados pelo crime; eles são considerados foragidos

Por Tribuna Hoje com Assessoria 30/10/2026 17h08 - Atualizado em 31/10/2026 08h32
Justiça decreta prisão preventiva dos acusados da morte da gata Camila Regina
Crime ocorreu em 29 de agosto de 2026, em uma academia localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió - Foto: Divulgação

A Justiça alagoana decretou a prisão preventiva de um homem e uma mulher investigados pela morte da gata Camila Regina, em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Após a determinação, a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) realizou buscas nesta sexta-feira (30) para cumprir os mandados.

Os acusados são considerados foragidos, uma vez que não foram encontrados pela polícia. Os policiais estiveram em pelo menos três endereços: na Ponta Verde e no Benedito Bentes, em Maceió, e na Barra de São Miguel, no Litoral Sul de Alagoas.

Os mandados foram expedidos pelo juiz da 10ª Vara Criminal da Capital após o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), por meio da 56ª Promotoria de Justiça da Capital, oferecer denúncia à Justiça, nesta sexta-feira, contra os acusados. O crime ocorreu em 29 de agosto de 2026.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento. O vídeo registra a agressão contra o animal, que já estava imobilizado dentro de um saco plástico, e as circunstâncias que culminaram em sua morte.

De acordo com a promotora de Justiça Amélia Adriana de Carvalho Campelo, atuante na 56ª Promotoria de Justiça da Capital, o inquérito policial reuniu elementos que comprovam a materialidade do crime e apontam a participação dos denunciados.

“Requeremos o recebimento da denúncia e a instauração da ação penal contra ambos: o homem apontado como executor das agressões e a mulher indicada como mandante do crime, para que respondam pelas condutas previstas no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 e no artigo 29 do Código Penal”, explicou a promotora.

Encaminhada à 10ª Vara Criminal da Capital, a denúncia descreve a prática de atos de extrema crueldade contra o animal. Conforme os elementos reunidos nos autos, Camila Regina era uma gata comunitária, alimentada e cuidada por alunos da academia.

A peça ministerial relata que o animal foi colocado e mantido dentro de um saco plástico, sendo submetido à asfixia. Em seguida, o homem teria pisado repetidas vezes sobre o corpo da gata, ainda enclausurada, além de desferir golpes contundentes. As agressões teriam durado quase cinco minutos, provocando intenso sofrimento até a morte do animal.

Ainda segundo a denúncia, após as agressões, a mulher apontada como mandante teria deixado o estabelecimento levando o saco plástico no qual estava o corpo da gata.