Polícia
Manifestação cobra responsabilização pela morte da gata Camila Regina em Maceió
Protesto ocorreu na Ponta Verde após a conclusão do inquérito policial; nova mobilização está prevista para quinta-feira (29)
A morte da gata Camila Regina, vítima de agressões em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió, motivou uma manifestação na tarde desta segunda-feira (26). Com cartazes e pedidos de justiça, participantes cobraram a responsabilização dos envolvidos e defenderam medidas efetivas de combate à violência contra animais. Um novo protesto está previsto para quinta-feira (29), às 18h, no mesmo local.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram as agressões contra a gata. O episódio ocorreu em 29 de agosto, quando dois funcionários da academia teriam colocado o animal dentro de um saco e o agredido repetidamente com chutes, pisões e golpes contra o chão.
Camila Regina vivia nas imediações do estabelecimento e era alimentada diariamente por uma protetora de animais. O desaparecimento da gata despertou a preocupação de pessoas que acompanhavam sua rotina. A cuidadora procurou a polícia para registrar a ocorrência e buscar esclarecimentos sobre o que havia acontecido.

Investigação foi concluída
A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito na sexta-feira (23) e indiciou os dois envolvidos por maus-tratos contra animais. Um deles confessou a prática durante o interrogatório, enquanto o outro optou por permanecer em silêncio. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Alagoas, que deverá analisar o caso e avaliar as providências cabíveis.
O indiciamento representa a conclusão da etapa investigativa conduzida pela Polícia Civil, mas não equivale a uma condenação judicial. Caberá às instâncias competentes dar prosseguimento à análise do caso, conforme os elementos reunidos no inquérito.
OAB acompanha o caso
A Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) acompanha o caso e defende a responsabilização nas esferas civil e criminal. A entidade também chama a atenção para a necessidade de que episódios de violência contra animais tenham o devido encaminhamento pelas instituições responsáveis.
Em manifestação sobre o episódio, a academia informou que os dois investigados não fazem mais parte do quadro de funcionários e afirmou ter colaborado com as investigações. A empresa negou envolvimento, autorização ou conhecimento prévio das agressões e declarou apoiar manifestações pacíficas.
A mobilização em memória de Camila Regina busca manter a atenção pública sobre o caso enquanto as autoridades avaliam os próximos passos. O novo ato está marcado para quinta-feira (29), às 18h, em frente à academia, na Ponta Verde.
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