Polícia

Golpe contra garotas de programa em Maceió gera prejuízo de R$ 20 mil

Por Tribuna Hoje com agências 21/01/2026 14h34
Golpe contra garotas de programa em Maceió gera prejuízo de R$ 20 mil
Três indivíduos, de 28, 29 e 31 anos, moradores do bairro, foram ouvidos e apontados como responsáveis pelas contas utilizadas para receber os valores transferidos - Foto: PC/AL

Quatro garotas de programa em Maceió foram vítimas de golpes que resultaram em prejuízo financeiro de pelo menos R$ 20 mil após marcarem encontros por meio de redes sociais. Segundo a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), algumas das mulheres também foram agredidas para realizar transferências via Pix para contas indicadas pelos suspeitos, e algumas perderam joias durante os crimes.

A ação policial, chamada Operação Encontro Fatal, aconteceu nesta quarta-feira (21) e teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão no bairro Ponta Grossa, na parte baixa de Maceió, além de dar andamento às investigações sobre associação criminosa responsável por roubar, extorquir e agredir profissionais do sexo.

Três indivíduos, de 28, 29 e 31 anos, moradores do bairro, foram ouvidos e apontados como responsáveis pelas contas utilizadas para receber os valores transferidos. “Eles alegaram não saber a procedência do dinheiro, afirmando que quem lhes forneceu as contas disse que precisava receber por trabalhos de colocação de gesso”, informou a polícia. Uma quarta pessoa envolvida já foi identificada, mas ainda não foi localizada.

Segundo o delegado Flávio Dutra, o golpe funcionava da seguinte forma: os criminosos acessavam sites, perfis e grupos de acompanhantes, se passavam por clientes e combinavam horários de atendimento. Ao chegar aos locais combinados, os suspeitos invadiam os quartos e anunciavam o assalto. As tratativas financeiras eram finalizadas por meio de redes sociais, usando os números de celular disponibilizados pelas vítimas.

A polícia identificou as contas-destino dos valores, que serão devolvidos às vítimas. A investigação aponta que o número real de vítimas pode ser maior do que as quatro que registraram boletim de ocorrência até agora, e as autoridades esperam que a divulgação do caso incentive outras mulheres a procurarem a delegacia.

A operação contou com policiais civis do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO), Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).