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Polícia Civil reforça ação nacional e mira quadrilha que extorquia profissionais do sexo em Maceió

Autoridades apuram que o grupo criminoso vinha utilizando perfis nas redes sociais e plataformas de contato para se passar por clientes e, assim, atrair vítimas a locais combinados

Por Redação 21/01/2026 07h55
Polícia Civil reforça ação nacional e mira quadrilha que extorquia profissionais do sexo em Maceió
Polícia Civil de Alagoas reforça ação nacional e mira quadrilha que extorquia profissionais do sexo em Maceió - Foto: Assessoria

Em uma operação conjunta deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (21), a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) integrou a Operação Encontro Fatal, coordenada pela Polícia Civil de Pernambuco, para enfrentar uma associação criminosa que vinha atuando contra profissionais do sexo em Maceió. A ação reuniu diversas equipes especializadas com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e aprofundar a investigação do caso.

As autoridades apuram que o grupo criminoso vinha utilizando perfis nas redes sociais e plataformas de contato para se passar por clientes e, assim, atrair vítimas a locais combinados. Ao fechar a porta, segundo a investigação, os suspeitos anunciavam o assalto e subtraíam dinheiro, joias e pertences pessoais das vítimas. Em alguns episódios, as vítimas também eram agredidas e coagidas a realizar transferências por meio de Pix para beneficiários indicados pelos investigados.

Até o momento, três homens — todos naturais de Maceió, com idades entre 28 e 31 anos — foram identificados como alvos da ação. A PCAL afirma que as diligências seguem em andamento para esclarecer a participação de cada envolvido e verificar se há outros integrantes na estrutura criminosa.

A participação da Polícia Civil de Alagoas ocorreu por meio do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO), sob o comando do delegado Bruno Tavares, com apoio das equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit). A cooperação interestadual reforça a estratégia de enfrentamento de crimes que se valem de plataformas digitais para praticar extorsão e violência contra grupos vulneráveis.

Investigadores destacam que crimes dessa natureza — em que a internet é usada como meio de aproximação e engodo — têm se tornado mais frequentes no território nacional, exigindo respostas articuladas entre forças policiais de diferentes estados. As autoridades reafirmam que a operação não apenas visa responsabilizar os suspeitos já identificados, mas também mapear a cadeia de atuação do grupo para prevenir novas ocorrências.

A PCAL orienta que vítimas ou testemunhas de crimes semelhantes registrem boletins de ocorrência, pois informações adicionais podem ser fundamentais para ampliar a investigação e subsidiar medidas judiciais contra outras possíveis associações criminosas envolvidas.