Polícia
Líder de facção criminosa é preso em operação integrada entre as polícias de Alagoas e São Paulo
'Júnior Cabeção' estava foragido na cidade de Sorocaba, no interior paulista
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL), por meio da Chefia Especial de Gestão de Inteligência Integrada (CHEGII), localizou e prendeu, em uma ação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo, um dos principais líderes da facção criminosa "Neutros", que atua nos bairros de Chã da Jaqueira, Chã de Bebedouro e Bebedouro, em Maceió. A prisão foi realizada na tarde desta segunda-feira (4), na cidade de Sorocaba, interior paulista.
O alvo da operação interestadual foi um homem conhecido como “Júnior Cabeção”. Contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, sendo um deles já com sentença condenatória definitiva pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A ação foi possível graças ao trabalho de inteligência da SSP/AL, que, após identificar a localização do criminoso, acionou a Polícia Civil de São Paulo. A prisão foi realizada por agentes do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 7).
Segundo as investigações, Júnior Cabeção era um dos líderes da facção "Neutros" em Alagoas e exercia o controle do tráfico de drogas nas regiões da Chã da Jaqueira, Chã de Bebedouro e Bebedouro. Ele também é apontado como suspeito de envolvimento em homicídios recentes motivados por disputas territoriais entre facções criminosas que atuam nesses bairros.
“Essa prisão representa mais um duro golpe contra o crime organizado em Alagoas. Nosso trabalho de inteligência segue firme, integrando forças, cruzando informações e identificando onde os criminosos tentam se esconder. A parceria com a Polícia Civil de São Paulo foi decisiva. Bandido a gente enfrenta. Gente de bem a gente cuida”, declarou o secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva.
O chefe da Inteligência da SSP/AL, delegado Gustavo Henrique, destacou o papel da cooperação entre os estados no combate ao crime interestadual.
“Esse tipo de prisão reforça a importância da integração entre as polícias e o uso estratégico da inteligência. Mesmo fora do estado, criminosos que tentam escapar da Justiça alagoana continuam sendo monitorados. O crime pode até mudar de CEP, mas não passa despercebido”, afirmou.
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