Polícia

11 de julho de 2019 12:03

MP deposita mais de R$ 120 mil apreendidos; mercadorias estão sendo avaliadas

Suspeitos traziam carga de aparelhos iPhones para Maceió, com notas fiscais relativas a outros tipos de produtos

↑ Parte do dinheiro apreendido durante operação Fruto Proibido (Foto: Ascom MP/AL)

O Ministério Público de Alagoas informou que o Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf) já contabilizou o valor apreendido na operação Fruto Proibido em moeda nacional, totalizando R$ 123.836,00. Esse dinheiro foi depositado na quarta-feira (10) numa conta judicial do Banco do Brasil.

Já os valores em moedas estrangeiras, que estão sendo apurados, serão depositados mais na frente, após autorização da Superintendência do BB. Há dólares americanos, dólares canadenses, euro e peso argentino. As cifras também ultrapassaram a casa de dezenas de milhares.

A operação realizada na manhã da última terça-feira (9) teve como objetivo combater uma organização criminosa especializada na venda clandestina de aparelhos Iphone. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão em Alagoas e nos estados de São Paulo e Goiás, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Modus operandi

De acordo com as investigações do Gaesf, que começaram há cerca de um ano, esse grupo se dividia em tarefas de aquisição irregular dos aparelhos, venda por meio da rede social Instagram sem a devida autorização da fornecedora Apple, armazenamento clandestino dos celulares, venda desses equipamentos sem nota fiscal, liberação ilícita de mercadoria quando esta era apreendida e lavagem do dinheiro oriundo desse comércio criminoso.

Numa das atividades ilegais do bando, uma carga de mais de 500 aparelhos foi trazida para Maceió, em maio de 2018, com notas fiscais relativas a outros tipos de produtos, a maioria, acessórios para telefone. Todo o material chegou em voo doméstico e, ao desembarcar em Alagoas, foi recolhido pelos fiscais responsáveis.

Já em fevereiro deste ano, uma nova apreensão foi realizada, desta vez, de uma carga de 230 iPhones. Eles estavam escondidos dentro de veículo conduzido pelo investigado Francisco Olímpio da Rocha.

“Nas duas ocasiões, os aparelhos destinavam-se à venda aqui na capital, onde seriam colocados no mercado irregularmente e, claro, numa transação que não emitia notas fiscais e, por consequência, que não fazia o recolhimento de impostos aos cofres estaduais”, explicou o promotor de justiça Cyro Blatter, coordenador do Gaesf.

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