Interior
Quadrilhas juninas de Alagoas e Pernambuco homenageiam o Baile da Chita em apresentações pelo Nordeste
O tradicional Baile da Chita, um dos maiores símbolos culturais de Paulo Jacinto, no interior de Alagoas, tem ganhado destaque além das fronteiras do município e do estado. Em Alagoas e Pernambuco, quadrilhas juninas vêm levando a história da festa para os arraiais, transformando o evento em tema de apresentações que celebram a identidade cultural nordestina.
Entre os grupos que adotaram a homenagem estão a quadrilha Falamansa, do bairro Benedito Bentes II, em Maceió, e a Raízes Junina, do município de Jaqueira, em Pernambuco. As duas agremiações têm utilizado o Baile da Chita como inspiração central para seus espetáculos, destacando elementos da tradição paulojacintense em suas coreografias, figurinos e encenações.

As apresentações chamam atenção pelo uso do tecido chita, marca registrada do evento de Paulo Jacinto, que aparece em roupas coloridas confeccionadas especialmente para os espetáculos. Além disso, as quadrilhas incluem músicas que remetem à cultura nordestina e abrem suas performances com encenações que representam os criadores e a origem do baile.
Em meio às homenagens nos arraiais da região, o Baile da Chita segue fortalecido como um dos principais símbolos culturais de Alagoas. O evento, que chega aos 74 anos de tradição, será realizado no dia 18 de julho, no Clube Cultural Recreativo Paulojacintense (CRPJ), em Paulo Jacinto.
Tradição que atravessa gerações
O Baile da Chita é reconhecido como Patrimônio Imaterial Histórico e Cultural de Alagoas e reúne, todos os anos, moradores e filhos da terra que retornam ao município para celebrar a festa. Com pouco mais de oito mil habitantes, Paulo Jacinto vive um momento de grande movimentação cultural durante o período junino.
O evento nasceu de articulações comunitárias lideradas por moradores como Josefa Barbosa e José Aurino de Barros (in memoriam), entre outros nomes da cidade, e se consolidou ao longo das décadas como uma das maiores expressões culturais locais.
A escolha da rainha do baile e o uso do tecido chita continuam sendo elementos tradicionais que reforçam a identidade da festa, mantendo viva uma história construída por gerações.
Cultura que movimenta memória e economia
Além da importância cultural, o Baile da Chita também impulsiona a economia local, especialmente no setor de costura e confecção. Durante o período da festa, aumenta a procura por roupas feitas com o tecido característico, gerando renda para costureiras e pequenos comerciantes da cidade.
A organização do evento afirma que a expectativa é de mais uma edição com grande público, reforçando a força da tradição e sua relevância no calendário cultural de Alagoas.
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