Interior
Arapiraca recebe primeira estação sismológica
Parceria entre Uneal e UFRN garante monitoramento de tremores registrados na região Agreste pelo equipamento
Uma parceria entre o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Arapiraca recebeu, neste final de semana, a sua primeira estação sismológica, tornando-se o segundo município de Alagoas a contar com monitoramento permanente de tremores de terra na região.
O equipamento passa a integrar a rede de acompanhamento da atividade sísmica no estado e amplia a capacidade de produção de dados sobre a dinâmica geológica do Agreste alagoano.
A instalação foi realizada pelo Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), em parceria com a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). A iniciativa é resultado de estudos iniciados em 2023, que apontaram a necessidade de um monitoramento mais preciso e contínuo na região, após registros de tremores em municípios como Arapiraca, Craíbas e Feira Grande.
Com a nova estação, Arapiraca passa a contar com registro permanente de eventos sísmicos, permitindo análises técnicas mais detalhadas sobre magnitude, profundidade e localização dos abalos. Os dados coletados contribuirão para pesquisas científicas, planejamento territorial e ações preventivas por parte do poder público.
Na mesma ocasião da instalação em Arapiraca, também foi realizada manutenção na estação sismológica localizada no município de Anadia, a primeira em atividade em Alagoas desde 2012.
A medida fortalece a rede estadual de monitoramento e amplia a cobertura no interior do estado.
Além das ações coordenadas pelo LabSis/UFRN e Uneal, outras iniciativas de monitoramento seguem em andamento na região. Em Craíbas, por exemplo, a mineradora Vale Verde contratou equipe técnica da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) para instalação de equipamento voltado ao acompanhamento de vibrações no entorno da atividade mineradora. O estudo busca avaliar possíveis relações entre a atividade extrativa e danos estruturais relatados por moradores da zona rural.
Com a consolidação da nova estação em Arapiraca, Alagoas avança no fortalecimento da pesquisa sismológica e na ampliação do conhecimento sobre os fenômenos naturais que impactam o território agrestino.
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