Economia

14 de abril de 2021 17:17

Alagoanos são os que mais apontam preço do serviço como entrave para acessar a internet

Mesmo assim, em números absolutos, o acesso à internet no estado saltou de 580 mil lares para 805 mil no período

↑ Distribuição dos domicílios que alegaram não utilizar a internet em função do preço do serviço (Imagem: IBGE)

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira (14) revelou que sete em cada dez domicílios alagoanos (73,2%) utilizavam a internet em 2019, no cenário pré-pandemia. O crescimento em relação ao ano de 2016 é de 17,9 pontos percentuais. Em números absolutos, o acesso à internet no estado saltou de 580 mil lares para 805 mil no período.

Apesar do aumento, o estado alagoano ainda tem a 4ª menor proporção de domicílios com utilização da internet, à frente apenas do Acre (71,4%), Maranhão (67,4%) e Piauí (67,3%). O Distrito Federal registrou a maior proporção de lares com acesso à internet em 2019: 94,4%.

Por outro lado, entre as 295 mil (26,8%) residências alagoanas sem conexão à rede mundial de computadores, 45% alegou como principal barreira o preço cobrado pelo serviço de acesso, tornando os alagoanos os que mais se queixavam dos valores entre todos os estados brasileiros. No Ceará, segundo colocado no quesito, essa foi a queixa de 38,1% das residências. Distrito Federal (36,7%), Rio Grande do Norte (36%) e Pernambuco (34,1%) apareceram na sequência.

Outros fatores observados nos lares alagoanos para a não utilização da internet foram o fato de nenhum morador saber usar a internet (23%), a falta de interesse (22%), o alto custo de equipamento eletrônico necessário para acessar a internet (6%), a ausência de oferta na área do domicílio (2%) e outros motivos (2%).

As informações foram extraídas da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) Contínua, que investigou no último trimestre de 2019 o acesso à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

Celular é o meio mais utilizado para acesso à internet em Alagoas

A pesquisa também revelou que o aparelho de celular é o “queridinho” entre os alagoanos na hora de utilizar a internet. Em 2019, 99,7% dos moradores dos domicílios com utilização da internet afirmaram ter acessado o serviço através do celular. Outro equipamento em ascensão é a televisão, utilizada por quase um a cada cinco moradores (24,2%) – essa taxa era de 6,4,% em 2016. Por outro lado, está em queda o uso de microcomputador ou tablet (30,9%), cujo percentual chegou a ser de 46,2%.

Lares com utilização de tablet têm o maior rendimento

O rendimento médio mensal per capita nos lares alagoanos em que o tablet foi utilizado para acessar a internet era de R$ 2.101 em 2019, quase três vezes maior que o registrado nos domicílios que utilizaram celular (R$ 774). Já o rendimento médio nas residências com utilização de televisão foi de R$ 1.249 e de R$ 1.410 para as que fizeram uso de microcomputador.

Nordeste observa grande uso da internet exclusivamente por banda larga fixa

Nos domicílios de Alagoas em que havia utilização da internet, o percentual dos que usavam banda larga móvel (3G ou 4G) era de 66% em 2019 – era 71,5% em 2016. Já o percentual dos domicílios que utilizavam a banda larga fixa alcançou a marca de 78,5% – era 65,5% em 2016.

A pesquisa também mostrou que 32,3% dos lares alagoanos acessavam a internet exclusivamente por banda larga fixa em 2019, a 5ª taxa mais alta do país. Ceará (45,4%), Rio Grande do Norte (43,1%), Paraíba (36,9%) e Bahia (36,9%) apareceram à frente.

Fonte: Ascom IBGE/AL

Comentários

MAIS NO TH