Cidades

Albino dos Santos é condenado a mais 30 anos de reclusão

Soma das penas com nova condenação chega a 234 anos, dois meses e 13 dias

Por Valdete Calheiros - repórter / Tribuna Independente 08/10/2026 09h15
Albino dos Santos é condenado a mais 30 anos de reclusão
Réu Albino dos Santos de Lima, conhecido como o serial killer de Maceió, alegou mais uma vez que agia sob influência do “Arcanjo Miguel” quando cometia os crimes - Foto: Ascom MP/AL

O réu Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer de Maceió”, foi condenado a 30 anos de prisão pela morte de Mikaele Leite da Silva, assassinada no Vergel do Lago, em Maceió. O julgamento aconteceu, nessa quarta-feira (8), no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro.

Somadas essa nova condenação a todas as penas já atribuídas ao criminoso, o serial killer de Maceió deve à Justiça e à sociedade exatos 234 anos, 2 meses e 13 dias de reclusão, segundo informações do Ministério Público Estadual.

Mikaele Leite foi assassinada nas proximidades da Padaria do Tenório, no conjunto Joaquim Leão, no bairro Vergel do Lago. Segundo a Polícia Civil, ela foi assassinada no dia 28 de outubro de 2023.

Durante o júri, a promotora de Justiça Adilza de Freitas sustentou que Albino Santos de Lima não tinha relacionamento com a vítima Mikaele Leite da Silva e que a aproximação entre os dois teria começado durante uma “live”. Segundo a acusação, ele teria usado o perfil @guerracomanf e oferecido R$ 250,00 para manter relação sexual com a jovem.

Ainda de acordo com a promotoria, Mikaele Leite da Silva teria recusado a proposta. O que provocou a reação do réu. A acusação afirmou ainda que o criminoso passou a investigar e perseguir a jovem até cometer o assassinato.

A versão apresentada no julgamento contrariou a narrativa de que Albino Santos de Lima teria matado a vítima por não aceitar o fim de um relacionamento e tentar reatar com ela. A defesa negou a aproximação descrita pelo Ministério Público e afirmou que o réu nunca ofereceu dinheiro à vítima.

Promotora Aldiza de Freitas sustentou que a vítima não tinha relacionamento com Albino dos Santos (foto: Ascom MP/AL)

Preso desde 2024, Albino Santos de Lima já foi condenado em outros processos relacionados a assassinatos. Antes do julgamento pela morte de Mikaele, as penas impostas a ele já ultrapassavam 200 anos de prisão.

A condenação mais recente citada pelo Ministério Público havia ocorrido em maio deste ano, quando o serial killer recebeu pena de 29 anos e um dia pela morte de José Ilso Siqueira Filho, 24 anos.

Após a sentença de ontem, a promotora Adilza de Freitas afirmou que a pena de 30 anos ficou dentro do que era esperado pelo Ministério Público e destacou que os jurados acolheram os pedidos apresentados pela acusação.

Segundo a promotora, o Conselho de Sentença reconheceu as duas qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público Estadual e rejeitou a tese de inimputabilidade de Albino Santos de Lima. “Os jurados atenderam o pedido do Ministério Público e aceitaram que ele nunca foi louco nem é”, afirmou a promotora.

A promotora Adilza de Freitas citou ainda o exame psiquiátrico realizado durante o processo e que, segundo ela, apontou que Albino Santos de Lima era plenamente capaz de entender o caráter ilícito do crime e de se determinar de acordo com esse entendimento.

Pelo Ministério Público, Albino Santos de Lima é considerado um criminoso frio e calculista, pois há comprovação de que todos os seus crimes foram detalhadamente planejados, inclusive, com a criação de pastas contendo a identidade das vítimas e as datas nas quais ocorreriam a execução.
Antes de ontem, a última condenação do “serial killer”, a 8ª, aconteceu no dia 15 de maio deste ano, quando foi sentenciado com a pena de 29 anos e um dia de prisão pela morte de José ilso Siqueira Filho, então, com 24 anos.

O homem foi assassinado porque Albino Santos de Lima teria desenvolvido fascínio por sua companheira e o elimino com o intuito de logra êxito nas suas pretensões.