Cidades
Feira da Reforma Agrária atrai maceioenses pela sua diversidade
A Feira da Reforma Agrária está movimentando a Praça dos Martírios, nas imediações da sede do governo estadual, no Centro de Maceió e segue até o próximo sábado, dia 12. Na 25ª edição da Feira, iniciada ontem, 150 assentados estão comercializando todos os tipos de produto.
No último dia da Feira, haverá a distribuição gratuita de 800 mudas de espécies de plantas nativas e frutíferas da Mata Atlântica, do Viveiro Chico Mendes.
Está à disposição dos alagoanos que visitarem à Feira da Reforma Agrária, batata, macaxeira, inhame, banana, laranja, melancia, bolos, tapiocas, galinhas vivas, peru, mel, pimenta, a diversidade é enorme. Na Feira, estão assentados camponeses do Sertão, Agreste, Zona da Mata e Litoral.
Com produtos in natura e pequenos processados, a Feira reúne ainda uma variedade de atividades ao longo de sua programação cultural e artística dentro do Festival por Terra, Arte e Pão.
Esta é a primeira vez que a Feira da Reforma Agrária é realizada na Praça dos Martírios, tradicionalmente ocorria na Praça da Faculdade. A coordenadora nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Margarida da Silva, afirmou que são quase três décadas dialogando com a sociedade a partir da produção de alimentos. A Feira materializa na prática o papel da luta pela terra em Alagoas”, pontuou.
Margarida da Silva destacou que Maceió está com gostinho do que é o campo alagoano, com comida saudável, preservação dos bens da natureza e muita cultura.
Elza Maria da Silva, assentada do Javazi, em Maragogi, tem um dos pontos mais concorridos da Feira. Ela faz tapiocas e bolos na hora. De cortesia, para agradar a clientela, café quentinho coado na hora.
Ela também comercializa frutas, verduras, mel. Tudo feito e plantado no assentamento, junto à família que está de posse da terra há cerca de 13 anos.
Os preços são uma atração à parte. Uma dúzia de bananas custa R$ 15,00; a laranja lima, cinco unidades custam R$ 5,00; o sapoti, a unidade é R$ 1,00; a batata doce custa R$ 5,00 o quilo; o abacate é também RS 5, 00 a unidade. Galinha viva é comercializada a R$ 50,00. Macaxeira custa R$ 2,00, o quilo. Do assentamento Nova Esperança, em Maragogi, veio o assentado José Leani para vender abóboras gigantes. A menor tem cerca de 5 quilos.

O servidor público Douglas Manoel Barbosa garantiu o jantar da noite ao levar para casa sua tapioca e a tapioca da esposa. “Quando descobri que essas delícias estavam bem pertinho de mim, não resisti. Aqui a gente mata a saudade do campo, sem sair da cidade.
Além dos 150 feirantes, o evento conta com o viveiro, o restaurante popular, empreendimentos de economia solidária e o Festival por Terra, Arte e Pão.
Também compondo a programação, espaços de debate acontecem ao longo dos dias de Feira, reunindo convidados, estudiosos e especialistas em diversos temas em rodas de conversa abertas para feirantes e população de Maceió no geral.
Ontem, o debate foi sobre cultura popular, a partir das 16h, com a presença da cantora Juliana Linhares, da Quadrilha Junina Amanhecer no Sertão e da Escola Popular de Teatro Político de Alagoas.
Hoje, o debate será sobre a luta pela terra em Alagoas, reunindo juristas e estudiosos do tema a partir das 14h. Fechando o ciclo, a Feira realiza o debate sobre soberania tecnológica amanhã.
A realização da 25ª Feira da Reforma Agrária e Festival do MST: Por Terra, Arte e Pão! conta com o patrocínio do Banco do Nordeste e é uma realização do Centro de Capacitação Zumbi dos Palmares, com apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, da União Nacional das Cooperativas da Reforma Agrária Popular do Brasil (Unicrab) e do Governo do Estado de Alagoas.
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