Cidades
Família de adolescente morto atropelado promove ato por justiça em Palmeira dos Índios
Mobilização em memória de Ruan Wilson, de 15 anos, terá missa e caminhada neste sábado (5)
Familiares, amigos e moradores de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, realizam neste sábado (5) um ato em memória de Ruan Wilson de Lima Silva, de 15 anos, e em defesa de justiça pela morte do adolescente. A mobilização deve reunir atletas, ciclistas, motociclistas e integrantes de diferentes modalidades esportivas.
Ruan era praticante de jiu-jítsu e morreu após ser atropelado na noite de 25 de agosto, no Tabuleiro dos Martins, em Maceió. Desde então, a família cobra a apuração das circunstâncias do acidente e a responsabilização do motorista envolvido.
A programação começa às 19h, com uma missa em homenagem ao adolescente na Igreja de São Cristóvão, em Palmeira dos Índios. Depois da celebração, os participantes seguirão em caminhada até o Unicompra, na Vieira de Brito, onde será realizada uma homenagem a Ruan.
A família pede a participação da população no ato, que tem como principal mensagem “Justiça por Ruan”. Além de prestar solidariedade aos familiares, a mobilização busca manter a memória do adolescente e reforçar o pedido para que o caso seja esclarecido.

A data também tem um significado especial para os familiares. Neste sábado, Pedro Wilson, pai de Ruan, completa mais um ano de vida. Amigos e parentes pretendem aproveitar a ocasião para prestar apoio a ele diante da perda do filho.
Relembre o caso
Ruan morreu após ser atingido por um carro enquanto estava de bicicleta. Segundo relatos de testemunhas, o adolescente atravessava uma faixa de pedestres quando foi atingido. Ainda conforme os relatos, o veículo estaria em alta velocidade e teria avançado o sinal vermelho.
O sepultamento ocorreu em 27 de agosto, em Palmeira dos Índios. Durante a despedida, o pai do adolescente pediu justiça e questionou a situação do motorista apontado como responsável pelo atropelamento.
Pedro Wilson também afirmou que testemunhas presenciaram o acidente e que haveria um vídeo relacionado ao caso. Segundo ele, o motorista teria outros três registros de crimes de trânsito.
Conhecido pelos amigos como “Cachinhos”, Ruan estudava e praticava jiu-jítsu de forma amadora. O adolescente também era descrito pela família como tranquilo, amigo e interessado em desenho.
Na noite do acidente, Ruan havia saído para jantar com o pai. Ao voltar para casa, pediu autorização à mãe para andar de bicicleta pelo bairro. Pouco depois, acabou sendo atropelado.
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