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Pai relata como encontrou filho em córrego no Feitosa; criança foi reanimada por quase uma hora

Menino de 5 anos chegou a ser socorrido com vida, mas morreu na UPA; caso será investigado pela Polícia Civil

Por Tribuna Hoje com TV Gazeta 19/02/2026 10h09
Pai relata como encontrou filho em córrego no Feitosa; criança foi reanimada por quase uma hora
João Paulo, pai da criança - Foto: Silas Emanuel/TV Gazeta de Alagoas

O pai do menino Anthony Gabriel, de 5 anos, contou como foram os momentos de desespero até o filho ser localizado em um córrego no bairro do Feitosa, em Maceió. A criança, que era autista não verbal, estava desaparecida havia cerca de duas horas quando foi encontrada por um familiar dentro da água.

Segundo João Paulo, o filho costumava brincar na porta da casa de um tio, próximo à residência da família, e nunca tinha ido até a área do córrego. No dia do desaparecimento, ele estava no trabalho quando recebeu a ligação da esposa informando que o menino havia sumido.

“Minha esposa me ligou dizendo que ele tinha desaparecido. A gente saiu procurando no Jacintinho, no Feitosa, no Barro Duro, no Peixoto, em tudo quanto foi canto”, relatou.

Após buscas intensas pela região, um cunhado decidiu entrar no córrego e encontrou a criança. De acordo com o pai, o local é profundo e já houve outros registros de acidentes. Ele acredita que o filho tenha permanecido cerca de três horas dentro da água.

Anthony Gabriel, de 5 anos



Anthony ainda foi retirado com vida e levado para atendimento médico. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jacintinho, a equipe realizou manobras de reanimação por aproximadamente uma hora, mas, apesar dos esforços, o óbito foi confirmado. João Paulo afirmou que chegou a desmaiar ao receber a notícia e não conseguiu acompanhar o filho até a unidade de saúde.

Diante de observações feitas durante o atendimento médico, o caso ganhou um novo desdobramento. Segundo relato de um profissional da unidade, foram identificados sinais que levantaram suspeita de possível violência sexual, como dilatação anormal na região anal e presença de fissura, indicando possível trauma recente.

Por causa dessa suspeita, o corpo não foi liberado para a família e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais para confirmar ou descartar a ocorrência de crime.

A Polícia Civil de Alagoas deverá conduzir as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte da criança.