Cidades

Filho de idosa que teve perna amputada diz que erro médico foi provocado por troca de prontuários

Família apresentou detalhes do caso durante entrevista na sede da OAB Alagoas

Por Ascom OAB/AL 02/05/2023 15h20 - Atualizado em 02/05/2023 23h39
Filho de idosa que teve perna amputada diz que erro médico foi provocado por troca de prontuários
Coletiva aconteceu nesta terça-feira (2) - Foto: Ascom OAB/AL

Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (2), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), a família da idosa de 73 anos que teve uma das pernas amputadas no Hospital Geral do Estado (HGE) apresentou detalhes sobre o caso. Conforme a família, o erro médico ocorreu em virtude da troca de prontuários médicos.

“Havia duas pacientes com o nome Maria José internadas no HGE. No momento do procedimento cirúrgico, a equipe médica não observou o sobrenome das pacientes e acabou amputando a perna da minha mãe, quando na verdade deveria fazer um procedimento no tornozelo dela”, explicou Elinaldo de Araújo, filho da idosa vítima de erro médico.

Estiveram presentes na entrevista coletiva, além de Elinaldo de Araújo, filho da vítima; Wanessa Wanderley, advogada da idosa; Gilberto Irineu, presidente da Comissão Especial do Idoso da OAB/AL; Priscilla Lessa, presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB/AL; Tutmés Toledo, vice-presidente da Comissão Especial do Idoso da OAB/AL; e o delegado Robervaldo Davino, que investiga o caso pela Polícia Civil.

O presidente da Comissão Especial do Idoso, Gilberto Irineu, informou que, após tomar conhecimento do fato, entrou em contato com o Ministério Público Estadual e adotou uma série de medidas para garantir que o caso fosse investigado. De acordo com ele, faz-se necessário que as unidades de saúde adotem protocolos rigorosos para evitar que situações semelhantes à registrada no HGE não aconteçam mais em Alagoas.

No mesmo sentido, a presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB/AL, Priscilla Lessa, reforçou que a OAB/AL está de portas abertas para que casos semelhantes sejam denunciados. Conforme a advogada, é imprescindível que a população fique vigilante e que denuncie casos de erro médico, para que medidas efetivas sejam adotadas.

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