Brasil

24 de janeiro de 2017 20:57

IML identifica novo corpo e número de presos mortos em Manaus sobe para 65

Rebeliões no início do ano deflagraram crise carcerária no estado

Um dos corpos encontrados nas proximidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) no dia 8 de janeiro foi identificado na tarde desta terça-feira (24). Plínio Guimarães Sodré, 25 anos, era detento da unidade prisional. Com isso, o número de mortes no massacre do Compaj subiu para 57. Um total de 65 detentos morreu nas unidades prisionais da capital no início do ano.

Segundo informações do Instituto Médico Legal (IML), o corpo foi reconhecido às 16h (horário de Manaus). O cadáver foi encontrado em uma área de mata atrás do Compaj já em estado de putrefação. A morte de Plínio teria ocorrido no dia 1º de janeiro, quando foi registrado o massacre na unidade prisional.

No IML, as causas da morte constam como anemia aguda, traumatismo torácico e ação perfurante contundente.

Mortes e rebeliões

No início deste mês, uma rebelião motivada por disputa entre facções resultou na morte de mais de 60 presos, desencadeando uma crise no sistema carcerário do país. Além das mortes, 225 presos fugiram.

A rebelião que aconteceu no dia 1º no Compaj durou mais de 17 horas e foi considerado pelo secretário estadual de Segurança Pública, Sérgio Fontes, como “o maior massacre do sistema prisional” do Amazonas. Ao todo, 56 foram mortos dentro do presídio entre 1º e 2 de janeiro.

Na tarde de segunda (2), outros quatro presos morreram na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus. No domingo (8), outros quatro presos foram mortos em uma rebelião na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, reativada para receber presos transferidos do Compaj após o massacre.

Fonte: G1

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