Polícia

Operação Frida: dono de clínica para idosos é preso em Maceió por assediar funcionárias

Homem já respondia por crimes semelhantes em outros estados; denúncia das vítimas possibilitou a prisão

Por Tribuna Hoje com agências 25/11/2025 17h01 - Atualizado em 25/11/2025 18h41
Operação Frida: dono de clínica para idosos é preso em Maceió por assediar funcionárias
A Operação Frida, realizada nesta terça-feira (25), resultou na prisão de 10 suspeitos de crimes contra mulheres - Foto: Assessoria


O proprietário de uma clínica para idosos, identificado como Alexandre Augusto Fiel da Silva, foi preso na manhã desta terça-feira (25) no bairro Canaã, parte alta de Maceió, suspeito de assediar sexualmente funcionárias do estabelecimento. A ação fez parte da Operação Frida, deflagrada pela polícia em diversas cidades do estado.

O crime de importunação sexual — definido pelo artigo 215-A do Código Penal como a prática de ato libidinoso sem consentimento — prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão, quando não se enquadra em delito mais grave.

De acordo com a delegada Ana Luiza, coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), as investigações indicam que o suspeito direcionava a abordagem a mulheres entre 20 e 30 anos. Ela revelou ainda que Alexandre já respondia a casos semelhantes em outros estados, incluindo o Paraná.

A delegada ressaltou que a prisão só foi possível graças à coragem das funcionárias, que procuraram a Delegacia da Mulher para denunciar os abusos.
“É sempre importante alertar as mulheres sobre a necessidade e a importância da denúncia”, reforçou.

Operação Frida


A Operação Frida, realizada nesta terça-feira (25), resultou na prisão de 17 suspeitos de crimes contra mulheres. As ações ocorreram em Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema e Pão de Açúcar, no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Os detidos são investigados por crimes como violência física, estupro, tentativa de feminicídio, violência patrimonial e outras violações contra mulheres. Os mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário de Alagoas.