Mundo
Exército sírio expulsa Estado Islâmico e retoma cidade histórica de Palmira
ONG que monitora o conflito confirmou que jihadistas saíram da cidade patrimônio da Unesco
O exército sírio, com apoio da aviação russa, reconquistou nesta quinta-feira (2) a cidade de Palmira, famosa por suas ruínas monumentais, anunciou o Kremlin, citado pelas agências de notícias russas.
O ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, informou ao presidente Vladimir Putin que as forças sírias expulsaram os radicais do Estado Islâmico (EI) de Palmira, indicou Dmitri Peskov.
"O EI se retirou completamente de Palmira", indicou, por sua parte, à France Presse o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Segundo a EFE, ao se retirar da cidade o EI colocou minas e bombas em vários pontos. Os especialistas do exército estão fazendo uma varredura por todas as áreas para tentar desativar os explosivos, enquanto as unidades militares progridem lentamente para evitar sofrer baixas, segundo a "Sana".
Patrimônio
Foto de março de 2016 mostra o Teatro Romano em Palmira, na Síria (Foto: Joseph Eid/AFP)
A ofensiva do exército sírio, que conta com o apoio aéreo da Rússia, começou na quarta-feira pela frente oeste da cidade, que é patrimônio da Unesco.
O grupo terrorista conquistou Palmira em maio de 2015 e foi expulso oito meses depois pelos soldados sírios, mas voltou a recuperar o controle da antiga cidade greco-romana em dezembro.
Durante seu domínio, os jihadistas dinamitaram os templos de Bel e Bal Shamin, partes de um anfiteatro romano, o tetrápilo, o arco do triunfo e várias estátuas do museu da cidade, ações que foram consideradas "crimes de guerra" pela Unesco.
Palmira foi nos séculos I e II d.C. um dos centros culturais mais importantes da época e ponto de encontro das caravanas que percorriam a Rota da Seda, que atravessavam o deserto do centro da Síria.
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