Interior
Fardos de borracha de navios nazistas reaparecem em praias de Alagoas após seis anos
Pacotes encontrados em Ipioca e Passo de Camaragibe têm ligação com naufrágios da Segunda Guerra Mundial
Seis anos após os primeiros relatos de fardos de borracha surgindo nas praias do Nordeste, novos pacotes foram encontrados em Alagoas nessa quinta-feira (21). Dois fardos apareceram na Praia de Ipioca, em Maceió, e na Praia dos Morros, em Passo de Camaragibe, atraindo a atenção de pesquisadores e moradores da região.
De acordo com o Instituto Biota de Conservação, os pacotes encontrados são feitos do mesmo material que os fardos de borracha descobertos em anos anteriores, confirmando a ligação com navios alemães naufragados na costa brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.
O passado dos fardos
O primeiro episódio de aparecimento desses fardos ocorreu em 2018. Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) analisaram os pacotes e constataram que eles pertenciam ao navio SS Rio Grande, afundado pela Marinha americana em janeiro de 1944. Poucos dias depois, outro navio nazista, o MV Weserland, também foi destruído pelo destróier USS Sommers, liberando sua carga para o fundo do Oceano Atlântico.
Em 2021, novas aparições foram registradas em praias de Alagoas, Bahia e Sergipe, desta vez confirmadas como fardos do segundo navio, o MV Weserland. Décadas após os naufrágios, a corrosão dos navios começou a liberar sua carga, que segue chegando às praias nordestinas de forma gradual, muitas vezes arrastada pelas correntes marítimas.
Impacto ambiental e histórico
Embora o material seja de natureza relativamente inofensiva, pesquisadores alertam para a importância de recolher os fardos de forma adequada para evitar impactos ambientais e riscos à fauna marinha. Além do valor histórico, os pacotes são testemunhos vivos da Segunda Guerra Mundial no litoral brasileiro, permitindo aos cientistas estudar como a ação do mar e do tempo preservou ou degradou os materiais ao longo de mais de 75 anos.
Segundo especialistas do Instituto Biota, os achados também despertam curiosidade de historiadores, mergulhadores e turistas interessados em conhecer um pedaço da história nazista escondido nas águas brasileiras, que emergiu apenas após décadas submerso.
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