Cidades
Alagoas lidera em divórcios na Região Nordeste
De 2007 até a primeira quinzena de agosto deste ano foram registradas 7.820 separações em cartórios, segundo a Arpen
Alagoas é o líder de divórcios no Nordeste, conforme dados da Associação de dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). De 2007 até a primeira quinzena de agosto de 2026, houve o registro de 7.820 divórcios em cartórios. A série histórica foi iniciada justamente quando os divórcios passaram a ser realizados também nos cartórios, de forma extrajudicial.
Conforme as estatísticas da Anoreg, foram 209 em 2007; em 2008, 245; em 2009, 249; em 2010, 395; em 2011, 450; em 2012, 429; em 2013, 416; em 2014, 417; em 2015, 502; em 2016, 439; em 2017, 468; em 2018, 409; em 2019, 379; em 2020, 454; em 2021, 516; em 2022, 476; em 2023, 418; em 2024, 315; em 2025, 391 e desde o início deste ano, 243.
As estatísticas do Registro Civil, divulgadas pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –, apontam Alagoas como líder regional na taxa geral de divórcios. O estado registrou uma taxa de 3,1%, acima da média nacional de 2,8%. No Nordeste, o segundo lugar é ocupado pela Bahia, com 2,5%.
A taxa geral de divórcios é calculada com base na divisão do número de divórcios pelo número de habitantes de um determinado local. São considerados apenas os divórcios de pessoas com idade igual ou superior a 20 anos. O indicador mede a proporção de divórcios a cada mil pessoas.
O índice de 3,1% coloca o estado entre os dez com maior incidência de separações no país. No ranking, Alagoas supera todos os vizinhos nordestinos e perde para Rondônia (5,0%), Distrito Federal (4,2%) e Minas Gerais (3,4%).
A maior parte das dissoluções no estado ocorre pela via judicial (91,2%) e envolve casais com filhos menores. Do total, 42,4% tinham apenas filhos menores de idade e 29% não possuíam filhos.
O número de pessoas separadas ou divorciadas no estado cresceu mais de 30% na última década, acompanhando a facilidade de procedimentos legais.
De acordo com o levantamento, Alagoas registrou uma taxa de 5,7 casamentos por mil habitantes com 15 anos ou mais, superando a média nacional de 5,6%.
O estado aparece à frente de todas as demais unidades da federação da região Nordeste, com exceção de Pernambuco (5,3%), Paraíba (4,9%), Bahia (4,8%), Ceará (4,8%) e Maranhão (4,6%).
Em Alagoas, os municípios com maiores taxas de divórcio são Jundiá (5,1 a cada mil habitantes); Santa Luzia do Norte (1,1); Ouro Branco (1,0); Cajueiro (0,7) e Maribondo (0,7). Já os municípios com a maior taxa de nupcialidade, ou seja, o maior índice de casamentos a cada mil habitantes, são Jacaré dos Homens (9,9 a cada mil habitantes); Rio Largo (9,3); Porto Calvo (8,5); Arapiraca (8,5) e Flexeiras (8,2).
Dos 102 municípios de Alagoas, Maceió aparece na 33ª colocação em relação ao número de casamentos, com 3.990 registros (5,2 a cada mil habitantes). Já no ranking dos divórcios, a capital ocupa a 16ª posição com 2.549 registros (0,3 a cada mil habitantes).
O índice nacional de casamentos é de seis a cada 1 mil habitantes de 15 anos ou mais (a idade legal para casar começa a partir de 16). Já o de divórcio é de 2,5 a cada mil habitantes.

Alagoas segue a tendência do cenário nacional. Em todo o Brasil, os divórcios passaram de 440.827 mil para 428.301 mil entre 2023 e 2024, redução de 2,8%. A última queda no país tinha sido registrada entre 2019 e 2020, quando atingiu -13,6%. Os números são do relatório Estatísticas do Registro Civil do IBGE.
No entanto, de uma forma em geral, os brasileiros estão se divorciando mais rápido. Em 2010, os casamentos no Brasil duravam, em média, cerca de 16 anos até chegar ao divórcio. Já em 2024, segundo o relatório, esse intervalo ficou mais curto, caindo para 13,8 anos.
Os homens se divorciam mais “velhos”. Em 2024, na data do divórcio, os homens tinham, em média, 44,5 anos, enquanto as mulheres, 41,6 anos de idade.
Os divórcios apurados na pesquisa de Estatísticas do Registro Civil em 2024 referem-se às separações entre casais de sexos diferentes. Embora o documento mencione que, desde 2013, o IBGE coleta dados sobre casamentos de pessoas do mesmo sexo, o número total de divórcios reportado é restrito àqueles entre casais heterossexuais.
Segundo o IBGE, a dificuldade na contabilização de divórcios de casais homossexuais se dá pela falta de informações registradas pelos cartórios.
Os dados do Censo Demográfico do IBGE mostram mudanças importantes na vida conjugal dos alagoanos entre 2010 e 2022. O grupo que mais cresceu em Alagoas foi o de pessoas que não vivem em união, mas já viveram anteriormente, que é um indicador associado a separações e divórcios.
Em 2010, o IBGE registrou 369.312 alagoanos separados ou divorciados. Em 2022, esse número subiu para 492.692, o que representa um crescimento de 33,4%.
Por outro lado, o número de alagoanos que vivem em união cresceu de 1.232.470 para 1.337.332 no mesmo período, um aumento de 8,5%. Esse crescimento acompanha a tendência nacional, mas em ritmo mais moderado que o observado no Nordeste como um todo.
Casamentos
Os alagoanos estão se cansando menos. É o que revelam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), usando como base os números da década compreendida entre 2014 e 2024, ano da mais recente pesquisa do Instituto.
Em uma comparação feita, a cada intervalo de cinco anos, considerando 2014, 2019 e 2024, pode-se afirmar, com convicção numérica, que em Alagoas, o número total de casamentos caiu nesse período.
Foram 17.550 casamentos em 2014, 15.174 em 2019 e 13.700 em 2024. Na comparação entre 2014 e 2024, houve uma redução de aproximadamente 22%.
A queda na quantidade de casamentos foi constatada pela Pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do IBGE, que reúne informações sobre casamentos e divórcios, entre outros registros.
Apesar da queda, os alagoanos continuam se casando mais em comparação à frequência de divórcios. Estes, concedidos em 1ª instância ou por escritura, somaram 4.364 em 2014, 6.998 em 2019 e 6.420 em 2024.
Houve, portanto, um crescimento entre 2014 e 2019 e uma redução entre 2019 e 2024. Ainda assim, o número de divórcios registrado em 2024 foi aproximadamente 47% maior que o de 2014.
Ainda conforme o IBGE, também houve crescimento expressivo dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Em Alagoas, foram 18 em 2014, 78 em 2019 e 118 em 2024. Na comparação entre 2014 e 2024, o crescimento foi de aproximadamente 556%.
Nos três anos analisados, observa-se ainda uma predominância dos casamentos entre mulheres entre as uniões de pessoas do mesmo sexo. Em 2014, foram 15 casamentos entre mulheres e três entre homens; em 2019, 53 e 25, respectivamente; e, em 2024, 75 casamentos entre mulheres e 43 entre homens.
Do total de casamentos, a Arpen (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais) somou em 2024, 13.503; em 2025, 11.973 e em 2026 (até o dia 17 deste mês) 5.969.
O índice de 3,1% coloca o estado entre os dez com maior incidência de separações no país. No ranking, Alagoas supera todos os vizinhos nordestinos e perde para Rondônia (5,0%), Distrito Federal (4,2%) e Minas Gerais (3,4%).
A maior parte das dissoluções no estado ocorre pela via judicial (91,2%) e envolve casais com filhos menores. Do total, 42,4% tinham apenas filhos menores de idade e 29% não possuíam filhos.
Divórcio em cartório
No dia 04 de abril de 2007, o governo federal promulgava a Lei 11.441/07 que possibilitou a realização de divórcios, separações, inventários e partilhas, antes restritos ao Poder Judiciário, diretamente em cartórios de notas.
Desde então, o requerimento de divórcio em cartório extrajudicial tem sido uma opção vantajosa para casais que decidem pôr fim a um relacionamento conjugal. O divórcio em cartório evita judicialização e reduz custos para o casal.
Quando não há conflito entre as partes, o divórcio extrajudicial é recomendável porque os gastos são menores e tudo é realizado de maneira simplificada; por outro lado, no divórcio litigioso, em que o Judiciário é acionado para a resolução de impasses entre os envolvidos, o procedimento é, em regra, mais burocrático.
Nos casos mais simples as partes já saem com as certidões de casamento com averbação do divórcio em uma ou duas horas.
Os casos mais complexos, em que o casal tem patrimônio, bens para fazer divisão ou que recolher impostos, demoram um pouco mais porque é necessário emitir certidões do Poder Judiciário, mas, mesmo assim, o prazo é mais curto do que uma ação no Judiciário.
Mais lidas
-
1Cidade Universitária
Mulher é morta durante assalto na parte alta de Maceió após tentar fugir de criminosos
-
2Santa Amélia
Adolescente sobrevive após fingir-se de morto durante ataque a tiros em Maceió
-
3AVANÇO DO MAR
O balneário de Atafona está desaparecendo com o avanço do mar
-
4Decisão
Caixa: bancários de Alagoas decidem entrar em greve a partir de quinta-feira
-
5Acidente automobilístico
Há 40 anos, Alagoas perdia Selma Bandeira





