Brasil
Incêndio criminoso em abrigo social deixa quatro mortos e nove feridos em São José dos Campos (SP)
Suspeito tem 42 anos e foi preso em flagrante. Incêndio atingiu abrigo para pessoas em situação de vulnerabilidade social. 22 pessoas estavam no prédio no momento do crime

Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem coloca fogo em um sofá e dá origem ao incêndio que se alastrou e matou quatro pessoas em um abrigo para pessoas em situação de vulnerabilidade social em São José dos Campos (SP) - assista acima. O suspeito foi preso em flagrante.
O incêndio aconteceu na madrugada desta segunda-feira (10), no Centro. Ao todo, 22 pessoas estavam no abrigo e 18 sobreviveram. As vítimas são dois homens e duas mulheres de 61, 55, 53 e 50 anos. Elas foram identificadas pela Polícia Civil como Hélio Gonçalves, Márcia Aparecida, Regiane Soares e Moisés Felipe.
Nove pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital da Vila Industrial. Entre elas, um bombeiro, que já recebeu alta. Não há informações sobre o estado de saúde das outras vítimas.
De acordo com a Polícia Militar, o incêndio foi criminoso. O suspeito do crime foi identificado como Leandro Rangel Vilela, de 42 anos - leia mais detalhes abaixo. Ele vai responder pelos crimes de incêndio criminoso, homicídio e homicídio tentado. O g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta reportagem.
As imagens mostram a ação de Leandro Rangel Vilela em frente ao abrigo. Ele chega em uma bicicleta, perto da 0h30, e fica cerca de dois minutos no local. Segundo o boletim de ocorrência, é nesse momento em que ele coloca fogo no sofá.
Em entrevista à Rede Vanguarda, a PM confirmou que um homem colocou fogo no abrigo por desavença com um funcionário ou com um proprietário do local. Ele foi preso em flagrante.
"Infelizmente um incêndio criminoso. As imagens do CSI comprovam essa questão. A Polícia Militar, após ser acionada junto com a posse dessas imagens, realizou a identificação e a posterior prisão em flagrante desse criminoso. Inclusive, o mesmo já tinha passagens pela polícia", afirma Alan Kalczuk, coronel da PM.
A fundadora da comunidade, Andréa Laporta, afirma que Leandro foi atendido pelo serviço de acolhimento da instituição por cerca de dois anos. Ela disse ainda que o suspeito esteve no local horas antes do crime, sob efeito de drogas.
"Ajudava, dava alimentação para ele todos os dias aqui. Mas logo ontem ele estava drogado, eu cheguei aqui depois da missa e falei pra ele assim: 'Leandro, não dá pra você ficar entrando aqui para pegar comida porque tem um monte de pessoas lutando contra droga'. Só isso. Não briguei com ele, só falei isso. Ele disse que ficou com raiva e botou fogo à noite. Dois anos alimentando ele, um dia que neguei um prato de comida, ele fez isso", disse Andréa Laporta.
Mais lidas
-
1Vingança e mistério!
'Cuspirei em Seus Túmulos' é a nova série colombiana que todo mundo está assistindo
-
2Roteiro
Duas pessoas ficam gravemente feridas após acidente com lancha na Praia do Gunga
-
3Tarde de sábado
Acidente com lancha na Praia do Gunga deixa menino morto e homem gravemente ferido
-
4Lagoa da Anta
'Se empreendimento não levar em conta impactos de vizinhança, essa parte de Maceió vai virar Gaza'
-
5'Filha' de 'Black Mirror'
Final explicado de 'Cassandra'! Entenda o maior mistério da série