Turismo
União dos Palmares é o quarto destino do roteiro Cidades Coloniais
Principal destino do roteiro Caminhos da Liberdade, referência internacional da Instância de Governança serras e Quilombos, e agora inserido na Rota Turística Cidades Coloniais, União dos Palmares, banhada pelo Rio Mundaú, a 76 km de Maceió, é considerada uma das principais cidades de Alagoas.
Ficou internacionalmente conhecida por ser “A Terra da Liberdade”, já que foi nela onde foi dado o primeiro grito de liberdade pelo Zumbi dos Palmares. Um dos pontos turísticos da cidade é a Serra da Barriga, famosa pelo monumento do Quilombo dos Palmares, ponto turístico declarado como Patrimônio Histórico do Brasil.
E União dos Palmares foi incluída na Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas, exatamente por abrigar a Serra da Barriga, marco histórico e símbolo máximo da resistência negra e da luta pela liberdade contra a escravidão no Brasil durante o período colonial.
Outro local muito importante da cidade é a Casa Jorge de Lima, dedicada ao príncipe dos poetas alagoanos. Na lista também tem a Casa de Maria Mariá, instalado na antiga residência da historiadora Maria de Castro Sarmento, onde é possível encontrar vários e diferentes objetos que refletem a vida na zona da mata alagoana.
Tem ainda a Casa de Cultura Palmarina e a Fazenda Anhumas. Sem contar cachoeiras e fauna e flora diversificadas, com trilhas em plena Mata Atlântica, que completam o tour histórico-ambiental da região.
Na cidade, resiste à comunidade quilombola de Muquém, que ocupa uma área de 20 hectares, composta por cerca de 500 pessoas, que vivem da lavoura e da fabricação de artefatos de barro, tradição transmitida pelos ancestrais africanos.

Serra da Barriga guarda o Parque Memorial do Quilombo dos Palmares
A Serra da Barriga fica a cerca de 9 km do centro da cidade, ocupando uma área verde de quase 30 km quadrados. Foi para as matas fechadas da Serra, que alcança 500 metros de altitude, que milhares de negros escravizados rebelados fugiram durante o período de dominação portuguesa e holandesa. Lá viveram mais de 20 mil pessoas, entre 1597 a 1695.
O Parque Memorial Quilombo dos Palmares foi implantado em 2007, em um platô (área plana) do alto da Serra da Barriga. O local, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1985, recria o ambiente da República dos Palmares, o maior, mais duradouro e mais organizado quilombo já implantado nas Américas.
Nesta espécie de maquete viva, em tamanho natural, foram reconstituídas algumas das mais significativas edificações do Quilombo dos Palmares. Com paredes de pau-a-pique, cobertura vegetal e inscrições em banto e yorubá, tem por lá o Onjó de farinha (Casa de farinha), Onjó Cruzambê (Casa do Campo Santo), Oxile das ervas (Terreiro das ervas), Ocas indígenas e Muxima de Palmares (Coração de Palmares).
Além das construções que referenciam o modo de vida daquela comunidade quilombola, o Memorial dispõe de pontos de áudio com música e textos em quatro idiomas (Português, Inglês, Espanhol e Italiano) que narram aspectos do cotidiano do Quilombo e da cultura negra. São os espaços Acotirene, Quilombo, Ganga-Zumba, Caá-Puêra, Zumbi e Aqualtune.
No primeiro e único parque temático sobre a cultura negra do país, destacam-se, ainda, os mirantes, de onde se avistam paisagens magníficas da Serra da Barriga. São as atalaias de Acaiene, Acaiuba e Toculo.
Completando o ciclo das edificações simbólicas, o restaurante Kúuku-Wáana (Banquete familiar), que oferece pratos da culinária afro-brasileira, e o Batucajé (palco de manifestações artístico-culturais).
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