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A Casa do Dragão final explicado: quem é o verdadeiro Daeron?
A guerra pelo Trono de Ferro deixou de ter dois lados.
O episódio 4 da 3ª temporada de A Casa do Dragão, “Tumbleton”, encerra o mistério: o verdadeiro Daeron Targaryen é o escudeiro ruivo que aparece ao lado de Ormund Hightower desde a estreia da temporada. Ele monta Tessarion e, no septo de Tumbleton, mata um homem indefeso a mando do próprio Ormund.
Não há batalha nem duelo de dragões aqui. O que existe é um plano longo, paciente e religioso, revelado em voz baixa por um vilão que passou a temporada inteira em segundo plano.
Resumo: o que acontece no final do episódio 4
.O escudeiro é Daeron. O menino silencioso ao lado de Ormund é o filho mais novo de Alicent, cavaleiro de dragão de Tessarion, a peça que o Hightower escondeu à vista de todos;
.Ormund revela o plano de verdade. Ele é um devoto da Fé dos Sete, enxerga os Targaryen como hereges de dragão e criou Daeron para renegar a própria família e reinar como um rei Hightower;
.O batismo de sangue. Ormund arrasta um morador de Tumbleton até o septo e ordena que Daeron o mate. O garoto obedece, Tessarion cospe fogo e Ormund diz: “E agora começamos”.
O plano de Ormund não é pela coroa de Aegon
Durante três episódios, todo mundo, inclusive Rhaenyra, leu Ormund Hightower como o último soldado teimoso dos Verdes, alguém tentando devolver o trono a Aegon. O episódio 4 desmonta isso.
James Norton constrói um homem que não quer restaurar nada: quer purgar. Ormund governou Vilavelha e a Campina praticamente como um reino próprio, sem prestar contas nem a Otto Hightower. A guerra dos dragões, para ele, é uma doença. E a cura tem nome, cabelo prateado e sangue Targaryen só o suficiente para ser aceito pelo reino.
Daeron é essa cura. Criado longe da mãe, longe dos irmãos, longe de Porto Real, ele foi moldado para sentar no Trono de Ferro como um Hightower disfarçado de Targaryen, e para acabar com os dragões a partir de dentro.
Por que Daeron mata o homem no septo
A cena final não é sobre o morador de Tumbleton, é sobre o vínculo. Ormund passa o episódio inteiro dando lições de moral ao garoto: como tratar “os que estão abaixo de você”, como julgar um soldado que agrediu uma família local.
Ele parece justo. É armadilha. No septo, com Tessarion enrolada nas sombras, ele entrega ao menino a mesma família que fingiu proteger e exige o golpe. Daeron protesta, mas obedece.
É o momento em que o garoto deixa de ser um refém educado e vira cúmplice. Um rei precisa ter sangue nas mãos antes da coroa, e Ormund garante que o primeiro sangue seja derramado sob o olhar dele, com o dragão dele por perto. “E agora começamos” não é ameaça a Rhaenyra. É certidão de nascimento.
A Dança dos Dragões virou uma guerra de três lados
Até aqui, o conflito era Rhaenyra contra os Verdes. O episódio 4 acrescenta uma terceira força: a Fé, o exército de 15 mil homens de Ormund e um pretendente que ninguém contava.
Emma D’Arcy mostra uma Rhaenyra encurralada por dentro. Ela tem dragões, mas não pode usá-los: Tumbleton é uma cidade que hasteou o estandarte dela. Queimar Ormund é queimar o próprio povo, exatamente o que ele quer. Não tem ouro, não há coroação oficial, porque o Alto Septão se recusou. Cada movimento dela tem um custo político que Ormund já calculou.
Alicent (Olivia Cooke) ainda solta uma informação estranhamente específica: Ormund tem sensibilidade extrema a cheiros. Guarde isso.
As outras bombas que o episódio plantou
Helaena está grávida
Em uma cena de menos de um minuto, Alicent tenta ajustar o roupão da filha e Helaena se encolhe. A ficha cai: ela espera um filho de Aegon. Ou seja, existe um novo herdeiro Targaryen a caminho e, se Rhaenyra descobrir, a gravidez vira sentença de morte.
Daemon mentiu para a rainha
No Vale, Caraxes fareja Roubovelhas e Matt Smith encontra Rhaena escondida numa caverna. Ela pede sigilo, inclusive sobre o envolvimento dela na morte de Jacaerys.
Daemon aceita: queima um pastor qualquer e apresenta a cabeça ao conselho como se fosse o cavaleiro misterioso do dragão selvagem. Ele escolheu a filha em vez da rainha, e Rhaenyra não faz ideia.
Aegon, Sunfyre e o corpo que ninguém confirma
Aegon e Larys chegam a Ninho da Gralha. Larys crava que Sunfyre está morto; Aegon insiste que não. Ninguém do público vê prova definitiva e, em Westeros, dragão sem morte confirmada costuma voltar.
Aemond sumiu
Alys Rivers diz a Criston Cole que Aemond voou para Porto Real. Só que o trajeto de Harrenhal até a capital não leva dois episódios. Vhagar está em algum lugar do mapa que a série ainda não quis mostrar.
Hugh Hammer está em Tumbleton
Ele pediu permissão a Rhaenyra para vigiar a cidade do alto. A justificativa é militar. A motivação é a esposa, Kat, que mora lá, bem no meio do exército Hightower. É pavio e fósforo na mesma mão.
O que “E agora começamos” prepara para os próximos episódios
A frase final marca a virada da temporada. Ormund tem o dragão, tem o herdeiro, tem o exército e tem a cidade certa: Tumbleton fica perto demais de Porto Real para ser ignorada, e Rhaenyra não pode incinerá-la sem perder o povo.
Do outro lado, um cavaleiro de dragão desesperado pela esposa, uma rainha sem dinheiro nem bênção da Fé, um marido que já mente para ela e uma grávida escondida. Restam quatro episódios, e todos os elementos da Batalha de Tumbleton já estão no tabuleiro.
A Casa do Dragão tem novos episódios lançados aos domingos, às 22h, na HBO e HBO Max.
CONFIRA A MATÉRIA ORIGINAL NO ENDEREÇO https://observatoriodocinema.c...
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