Saúde
Programa devolve autoestima e proporciona um recomeço a mulheres após o câncer de mama
Único serviço do SUS em Alagoas voltado à reconstrução mamária pós-tratamento oncológico, programa já beneficiou mais de 100 mulheres
Mais do que reconstruir uma mama, o Programa Ame-se ajuda mulheres a reconstruírem a confiança e a própria história após o enfrentamento do câncer de mama. Desenvolvido pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o serviço já beneficiou 111 mulheres com cirurgias de reconstrução mamária, devolvendo autoestima, dignidade e qualidade de vida.
O programa funciona no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, e é o único do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas voltado exclusivamente para reconstruções mamárias. As pacientes assistidas são aquelas que concluíram o tratamento oncológico e atendem aos critérios estabelecidos.
O mastologista Persis Oliveira, coordenador do Ame-se, explica que a reconstrução mamária vai além da recuperação estética. “A reconstrução representa muito mais que um procedimento cirúrgico. É a oportunidade de a mulher encerrar um ciclo difícil, recuperar sua autoestima e seguir em frente com mais qualidade de vida”, destaca.
O especialista explica que pacientes de qualquer município alagoano podem ter acesso ao serviço. O encaminhamento pode ser feito por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS), via Sistema de Regulação, ou para pacientes da unidade hospitalar diretamente no ambulatório de plástica mamária reconstrutiva, mediante encaminhamento médico. Em ambos os casos, a paciente passa por avaliação especializada para verificar se atende aos critérios do programa.
A equipe do Ame-se oferece atendimento humanizado e acompanhamento individualizado, considerando as necessidades clínicas e emocionais de cada mulher. “Mais do que um procedimento estético, a reconstrução mamária representa uma etapa importante da recuperação física e emocional de mulheres que venceram o câncer de mama, oferecendo um novo significado para a vida após a doença”, pontuou o especialista.
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