Saúde

Dobra na orelha pode indicar risco cardíaco: entenda o que é o Sinal de Frank

Cardiologista da Santa Casa de Maceió explica quando a característica pode servir de alerta para investigar doenças

Por Assessoria 09/03/2026 16h00
Dobra na orelha pode indicar risco cardíaco: entenda o que é o Sinal de Frank
Dobra na orelha - Foto: Imagem ilustrativa



Uma pequena característica observada na orelha pode levantar um importante alerta sobre a saúde do coração. Conhecida como Sinal de Frank, a dobra diagonal no lóbulo da orelha tem sido associada por estudos científicos a um possível risco aumentado para doenças cardiovasculares.

De acordo com o cardiologista da Santa Casa de Maceió, George Toledo, o termo “sinal” faz parte da avaliação clínica realizada pelos médicos e se diferencia dos sintomas relatados pelos pacientes. “Na cardiologia e na medicina em geral, nós temos dois elementos dentro do exame clínico que chamamos de sinais e sintomas. Os sinais são aqueles em que o médico vê e toca. Já os sintomas são aquilo que o paciente relata estar sentindo”, explicou.

O Sinal de Frank não representa um diagnóstico de doença cardíaca, mas pode indicar a necessidade de investigação. “Frank é um sinal. O sinal não dá o diagnóstico, ele apenas sugere”, destacou Toledo. A observação foi feita inicialmente por meio de estudos que identificaram a presença da dobra em pacientes que haviam sofrido infarto. Ele tem maior relevância quando observado em pessoas com menos de 60 anos. Isso porque, após essa idade, a perda de elasticidade da pele e dos tecidos pode ocorrer naturalmente com o envelhecimento.

Apesar da repercussão recente nas redes sociais após a morte de um empresário e influenciador digital que apresentava a característica, o especialista reforça que o sinal não deve gerar pânico. “Muita gente entrou em pânico por ter o sinal. Alguns têm ele mais profundo, outros menos. Mas o sinal não define prognóstico, ele apenas sugere”, pontuou.

O principal alerta ocorre quando a dobra aparece associada a fatores de risco já conhecidos para doenças cardiovasculares. Entre eles estão histórico familiar, hipertensão, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo, obesidade e tabagismo. Se o indivíduo tem a dobra e também apresenta fatores de risco, então ele precisa investigar.

A recomendação é que, ao identificar qualquer alteração ou dúvida, a pessoa procure orientação médica. “A dobra não diz que vai ter a doença, mas também não diz que não vai ter. Ela apenas direciona o paciente para procurar um cardiologista e investigar”, concluiu Toledo.