Saúde
Unimed Maceió promove momento de conscientização sobre Leucemia
Em um gesto de cuidado, que vai além da assistência, a equipe da Oncologia e do Centro de Terapia Assistida (CTA) da Unimed Maceió, transformou a recepção do local em um espaço de escuta, acolhimento e conscientização, durante o Fevereiro Laranja — campanha dedicada à conscientização sobre leucemia e doação de medula óssea.
Beneficiários e acompanhantes, que aguardavam atendimento, foram convidados a participar de uma roda de conversa conduzida pelo enfermeiro Jêbesson Lima, que abriu a atividade, destacando a importância da conscientização sobre esse tipo de câncer, que se origina na medula óssea e afeta as células sanguíneas.
“É de extrema necessidade levar esse tema a todos, pois, o diagnóstico precoce, tem impacto em um tratamento mais eficaz e, consequentemente, mais chances de cura”, destacou o enfermeiro.
O momento ganhou ainda mais relevância com a participação dos hematologistas, Dr. José Paulino e Dra. Luiza Soares, que compartilharam orientações sobre sinais e sintomas, além da importância do diagnóstico precoce.
A médica explicou, de forma geral, as diferenças entre leucemia aguda e crônica, como cada uma se manifesta no organismo e o tempo necessário para o diagnóstico conforme o tipo. “A leucemia aguda é um tipo de câncer que progride de forma acelerada e, em poucos dias, os sintomas avançam rapidamente, exigindo maior urgência no atendimento. Já a crônica envolve células mais maduras, com crescimento e progressão mais lentos, e o paciente pode ser diagnosticado sem a mesma urgência”, afirmou Luiza.
Entre os sintomas, os especialistas destacaram fadiga extrema, febre, infecções frequentes, sangramentos (gengivais e nasais), hematomas inexplicáveis, perda de peso e dores ósseas ou articulares.
A conversa também abriu espaço para a desmistificação de crenças que ainda cercam, principalmente, a doação de medula óssea, ampliando o entendimento dos participantes e reforçando que informação qualificada é uma das principais aliadas, no enfrentamento da doença.
“Existem dois tipos de doação: o primeiro é realizado por meio da coleta de sangue, que passa por uma máquina responsável por separar as células necessárias e devolver o restante do sangue ao doador. O outro consiste na retirada de algumas mL de medula óssea da região do quadril. Hoje, o risco para o doador é mínimo, pois os procedimentos são seguros e trazem benefícios significativos para o paciente”, explicou o médico.
Durante a ação, uma paciente foi convidada a compartilhar sua história, desde a descoberta da doença até o transplante, evidenciando que o diagnóstico precoce é o principal aliado para sucesso do tratamento.
Em um ambiente aberto ao diálogo, os participantes também aproveitaram o momento para tirar dúvidas, buscar esclarecimentos e conversar diretamente com os profissionais, tornando a experiência ainda mais significativa.
O encontro representou uma iniciativa cuja essência é informar, acolher, acompanhar e inspirar — um momento que lembrou a todos que a saúde também se constrói na partilha de experiências e orientações profissionais.
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