Saúde
Sem estoque, hospital do DF reutiliza frascos de exame de urina
Segundo a Comissão de Saúde da CLDF e o Conselho de Saúde, hospital também tem falta de fraldas, agulhas e profissionais de saúde
O Hospital Regional de Planaltina (HRP) passou a reutilizar os fracos usados em exames de urina. A prática não tem amparo legal e pode alterar resultados, gerando diagnósticos errados.
Por falta de frascos no estoques, o hospital começou a reaproveitar o item. Segundo a Secretaria de Saúde, as providências para restabelecer os estoques foram adotadas (leia mais abaixo).
“A gente ficou chocada. Colocam de molho no hipoclorito com as etiquetas”, denunciou a presidente da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputada distrital Dayse Amarilio (PSB).
“Pode alterar os resultados dos exames. Podem ficar traças de hipoclorito e até de urina do paciente anterior”, alertou.
Acompanhada de integrantes do Conselho de Saúde, ela visitou o hospital nesta sexta-feira (20/2) e encontrou outros problemas.
Além da reutilização dos fracos de urina, a diligência identificou a falta de capotes, de filmes para exame Raio-x, fraldas e agulhas para crianças e idosos.
“Estão usando agulhas de adultos nas crianças e idosos. Muitas não aguentam a dor. É uma judiação”, contou Amarilio.Emergência
Além disso, segundo a parlamentar, a reforma da Emergência está parada e sem previsão de conclusão. A unidade também enfrenta o problema de falta de profissionais de saúde nas escalas de plantão.
Para Pedro Bezerra, presidente do Conselho de Saúde de Planaltina, a situação do hospital parece “um cenário de guerra ou de pandemia”.
Outro lado
O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Saúde. A pasta informou que já adotou as providências administrativas necessárias para regularizar o abastecimento.
Em nota, afirmou que os processos de aquisição estão em andamento, e acrescentou que acompanha permanentemente a situação para restabelecer a regularidade “o mais breve possível, a fim de minimizar impactos na assistência”.
A secretaria ressaltou que oscilações no fornecimento podem decorrer por fatores relacionados à dinâmica do mercado e aos trâmites legais que regem as aquisições públicas.
“A pasta reafirma seu compromisso com a assistência hospitalar e com a adoção das medidas necessárias para assegurar o pleno funcionamento da unidade”, destacou.
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