Saúde

Pesquisa da Ufal sobre sono e saúde busca voluntários em todo o Brasil

Objetivo é avaliar como os horários de trabalho influenciam o sono e a saúde mental e seus impactos na tomada de decisões cotidianas

Por Ascom Ufal 27/01/2026 10h31
Pesquisa da Ufal sobre sono e saúde busca voluntários em todo o Brasil
Pesquisa busca identificar regimes laborais de maior vulnerabilidade no que diz respeito a perturbações do relógio biológico e do sono, e que podem repercutir negativamente na saúde mental - Foto: Reprodução

Quais impactos os horários de trabalho geram no sono, saúde mental e nas decisões cotidianas nos brasileiros? Há diferenças entre o funcionamento cognitivo nos dias de labor e nos dias de folga? Essas e outras questões serão avaliadas pela estudante Fernanda Santos durante seu mestrado em Ciências Médicas, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Os interessados em auxiliar podem responder ao questionário, aberto a pessoas de todo Brasil.

“Meu objetivo é Investigar de que modo o perfil circadiano e o jet lag social (JLS) se associam ao desempenho em tomada de decisão e a prejuízos na saúde mental em trabalhadores brasileiros. A análise considerará diferentes escalas semanais de trabalho, incluindo regimes diurnos e noturnos com horários fixos, desde que não envolvam turnos rotativos”, contou Fernanda, que é graduada em enfermagem pela Ufal.

Poderão participar da pesquisa trabalhadores maiores de 18 anos, com vínculo empregatício formal, não sendo restrita à Alagoas, podendo ser respondida por qualquer pessoa que tenha atividade empregatícia no país, desde que não atuem em turnos rotativos e atendam aos critérios informados no questionário.

“Nessa pesquisa, vamos poder identificar regimes laborais de maior vulnerabilidade no que diz respeito a perturbações do relógio biológico e do sono, e que podem repercutir negativamente na saúde mental dos trabalhadores. Isso ajuda a orientar práticas e leis voltadas à preservação da saúde do trabalhador, similar ao que vem sendo discutido sobre a escala 6:1”, concluiu o professor Tiago Andrade, orientador da pesquisa.

Em caso de dúvidas os interessados poderão entrar em contato pelo endereço eletrônico: [email protected].