Saúde
AVC afeta corpo, mente e as emoções do paciente e familiares
Psicóloga Fabiana Amorim orienta sobre prevenção, sinais silenciosos e apoio emocional a pacientes e aos familiares
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, não afeta apenas o corpo, mas também a mente e as emoções de quem sofre a doença e de seus familiares. Segundo a psicóloga Fabiana Amorim, “o AVC ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro, podendo ser do tipo isquêmico, quando um vaso é obstruído, ou hemorrágico, quando há rompimento de um vaso. Em ambos os casos, a rapidez no socorro é essencial para reduzir sequelas físicas e psicológicas”.
Além dos sinais físicos — fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender a fala, alterações na visão, tontura ou dor de cabeça súbita e intensa —, Fabiana alerta para impactos emocionais frequentes: “Após um AVC, é comum surgirem ansiedade, depressão, medo e frustração. Tanto o paciente quanto a família precisam de apoio psicológico para lidar com essas mudanças”.
Para reduzir o risco de um AVC, a especialista recomenda hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, além de evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool. O acompanhamento médico periódico continua sendo essencial, especialmente para quem tem histórico familiar ou fatores de risco.
A reabilitação pós-AVC deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos. “A reabilitação emocional é tão importante quanto a física. Pacientes que recebem suporte psicológico apresentam melhor adesão aos tratamentos e maior qualidade de vida. Já as famílias precisam de orientação para lidar com as limitações e frustrações do dia a dia”, explica Fabiana.
A entrevista completa está disponível no canal Portal Tribuna Hoje do YouTube e no tribunahoje.com.
O mês de outubro marca a campanha de conscientização sobre o AVC, promovida pelo Ação AVC em prol do Dia Mundial do AVC. Em 2025, a iniciativa traz como novidade uma corrida e caminhada, com o objetivo de estimular hábitos de vida saudáveis. “O evento une saúde, superação e solidariedade”, comenta Fabiana. Além da prática esportiva, a ação vai ajudar a reaquisição de equipamentos essenciais para o atendimento da entidade, furtados no início de agosto, e financiar a construção da sala de reabilitação do CAAVC, que oferecerá atendimento gratuito e multidisciplinar.
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